domingo, 7 de dezembro de 2008

VERDADEIROS ADORADORES João 4.23, 24


«Mas a hora vem, e agora é, em que (1) os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque (2) o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, (3) e importa que os que o adoram o adorem (4) em espírito e em verdade.» (Jo 4:23-24).

A louvor é a área mais importante da vida do crente, e mesmo assim, é aquela que é mais descorada na vida da generalidade dos cristãos, e ao nível dos cultos, um verdadeiro caos.

Este é o propósito primordial da Obra do Senhor Jesus Cristo para a salvação da Sua Igreja: «o louvor da Sua glória» (Efé. 1:6,12,14).

E o texto supra corrobora isso: Deus procura adoradores, mas "verdadeiros adoradores".

Isto porque rompem por todos os lados abundantes músicos e interpretes de cânticos espirituais, mas que de adoradores não têm nada. Porque não é a letra, ou a música em si que fazem os adoradores, mas, no dizer do Senhor, o "espírito e a verdade".

No entanto, não podemos deixar de louvar o empenho de novos dons que têm despontado no seio da Igreja, mas carentes de formação espiritual, doutrinária, e vocação colectiva.

Nestas considerações não queremos esgotar o assunto, nem coisa que se pareça, visto termos a consciência que este será uma dos assuntos mais vastos nas Escrituras Sagradas. Limitamo-nos a fazer alguns apontamentos para nos levar a valorizar este aspecto da vida espiritual do crente, e a saber enquadrar a adoração na Igreja como parte integrante da sua actividade.

Adorar em espírito e em verdade...!
Parece que os crentes em Corinto padeciam deste mal. Muitos cantavam... todos cantavam. Som não faltava naquela igreja. Ao ponto do Apóstolo Paulo ter de lhes dizer: «Que farei, pois?

Cantarei com espírito, mas, também, cantarei com entendimento» (I Cor. 14:15). Ou seja, é importante louvar a Deus em espírito, e não tanto a forma exterior como se o faz. No Antigo Pacto é que os instrumentos, as coreografias corporais, as palmas, os corais, os sacrifícios, entre muitas outras coisas é que faziam parte do culto a Deus. Mas, agora, o louvor verdadeiro é aquele que é feito em espírito.

Não quer dizer que alguma daquelas coisas seja proibida hoje. Deus não o faz. Mas, que não é importante na verdadeira adoração, não é de facto.
Mas, o texto refere outro aspecto bastante importante no louvor: o entendimento. Nas palavras do Senhor Jesus Cristo, é a «verdade».

E o que podemos entender por verdade? A verdade, aqui, é a palavra de Deus, o ensino, o enquadramento das verdades bíblicas no louvor a Deus. E o «entendimento» é essa compreensão enquanto louvamos a Deus. E é compreensível tais palavras, já que muitos entoam cânticos, e cantam-nos bem alto, mas não têm a mínima noção daquilo que estão a cantar. Num noutro sentido, mas com uma aplicação ajustada, podemos aplicar o texto de I Cor. 13:1 - «metal que soa (sem sentido) e sino que tine»!

E mais: O louvor não é uma prerrogativa de alguns, dos eleitos, dos que têm uma vocação específica. É verdade que o Apóstolo Paulo escreveu, quanto à ordem no culto: «Que fareis, pois, irmãos?
Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo... faça-se tudo para edificação» (Idem, 14:26), que é o mesmo que dizer: o louvor não pertence a grupos organizados, mas deve ser espontâneo no culto. E, se é importante que haja dons que cantem, e que cantem bem, é bem mais importante que toda a igreja cante, que se envolva em conjunto no louvor, pois será desta forma que cada um dos membros da assembléia fica com a sensação de ter sido útil no culto, e que cultuou de facto (o culto não é para alguns, nem devemos participar nele passivamente).

Por fim, o louvor tem uma outra função, além do louvor a Deus, que é a «edificação da igreja» (I Cor. 14:26). Nesse mesmo intuito Paulo escreveu: «(...) enchei-vos do Espírito, falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.» (Efé. 5:18-19); e, «A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.» (Col. 3:16) Gostaríamos de dizer muito mais sobre o assinto, mas numa outra oportunidade poderemos voltar a abordar o assunto. Com isto, esperamos que O Senhor nos faça «verdadeiros adoradores».

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