terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A PLENITUDE DO AMOR Cantares 8. 6 e 7


Introdução
Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas. As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.
Durante muito tempo, a igreja perdeu a riqueza do livro Cantares. Nós temos no livro de Cantares uma linda história de amor. Todo o movimento do livro se dá entre declarações de amor entre a Sulamita e o Pastor de Ovelhas a quem ama. Das quais esta é a mais expressiva.

Encontramos, aqui, a expressão plena desse amor que se revela:

1. No desejo de pertencer ao outro.
Selar o coração é colocar uma marca impagável, é colocar um sinal naquele lugar que é a sede das emoções, dos sentimentos mais profundos. Selar é colocar uma marca de propriedade.

2. No desejo de comunicar a todos
O amor é como girassol, ele está sempre em busca da luz. O amor é planta que só medra, à luz. O selo sobre o braço, era uma sinal de pertença, mas também de comunicação. Para que todos soubessem que ela já não era mais de si mesma, mas, pertencia a ele; que ele já não era mais de si mesmo, pertencia a ela.

3. Na vitória
Mas o amor tem o seus inimigos, porém, onde o amor está presente, o mesmo está derrotado. Porque o amor vence todas as coisas.

a) O amor vence inimigo natural do ser humano: a morte. A morte leva ao fim do casamento, não do amor. O ser amado parte, mas o amor permanece. As marcas dos momentos felizes, as lembranças dos momentos em que choraram juntos, nos momentos em que juntos sorriram, nas conquistas em que os obstáculos foram superados, das lutas e fracassos, daquelas memórias construídas pelos dois, cúmplices na construção de uma história que embora o mundo não conheça, é para eles cheia de amores e significados.

b) Sobre o inimigo espiritual do ser humano. O inimigo do amor, procura destruí-lo, lançando a semente da desconfiança, foi assim ainda no Éden, pois o seu objetivo é lançar a dúvida, é inquietar o coração, é deixar inseguro. Mas, o verdadeiro amor não arde em ciúmes.

c) Sobre as circunstâncias da vida: As muitas águas e os rios são símbolos das tempestades e vendavais da vida.
O amor verdadeiro, supera as adversidades, ele é consolo na dor, enxugar as lágrimas, anima nos fracassos, é bálsamo na angústia. O amor não é cego às fraquezas, mas é sensível às debilidades. Caminha junto, sustenta, apóia, vence.

d) Sobre as tentação do ser humano: a riqueza.
O amor, não tem preço. Não se compra nem se vende, se conquista. É construído de pequenas coisas, de pequenos gestos, de palavras.

4. Na sua fonte
O próprio Deus. O amor não é uma invenção humana é a própria essência de Deus. Quando mais amamos, mais parecidos com Deus nos tornamos.

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