sábado, 29 de junho de 2013

Os riscos de se vestir com um lençol

Referência: Marcos 14.51-52

INTRODUÇÃO

1. A cidade de Jerusalém estava vivendo a noite mais dramática da sua história. Nas caladas da noite, as autoridades judaicas e romanas estavam tramando um plano maligno com a ajuda de Judas Iscariotes para prender o Carpinteiro de Nazaré, o meigo Rabi da Galiléia, o Filho de Deus, o Salvador do Mundo.

2. Jesus já estava no Getsêmani travando uma luta de sangrento suor. Ele ora com forte clamor. Ele chora e suas gotas de suor se transformam em sangue. Os discípulos dormem. O inferno lança contra Jesus suas setas mais venenosas. Jesus geme, chora, sua sangue, mas se rende completamente à vontade do Pai e se dispõe ir para a cruz, morrer em lugar da sua igreja.

3. Judas lidera a turba de sacerdotes e soldados que vão prender a Jesus. Ouve-se pelas ruas o tropel dos cascos dos cavalos. Muitas pessoas, movidas pela curiosidade abrem suas janelas. Outras, olham assustadas de dentro de suas casas. Mas um jovem, não se conteve. Do jeito que estava, enrolado em um lençol, pulou de sua cama e infiltrou-se no meio de turba para ver aquele dramático espetáculo da prisão de Jesus. Não se apercebeu que lençol não é roupa. Não se deu conta de que estava indevidamente vestido e que poderia ser desmascarado, denunciado e exposto a um vexame.

4. Viu como Jesus chamou Judas de amigo. Viu quando Pedro sacou da espada e decepou a orelha de Malco e como Jesus a restaurou. Viu como Jesus voluntariamente se entregou dizendo que havia chegado a sua hora. Viu como Jesus estava sereno, apesar do drama e começou a seguir a Jesus.

5. Este jovem é mais do que uma estatística na multidão, ele é um símbolo. Representa os seguidores ocasionais, os discípulos de plantão. Ele decidiu seguir a Jesus sem medir as consequências. Nem se apercebeu que estava apenas enrolado em um lençol, sem roupas próprias. Deu uma amnésia moral naquele moço. Curiosidade, pressa, improvisação e inconsequência foram as misturas que fizeram daquele moço um discípulo sem compromisso.

6. Quantas decepções e tragédias têm acontecido por causa dessa mistura. Quantos casamentos em desgraça. Quantos empreendimentos mal sucedidos. Quantas vidas destruídas. Tudo por causa de uma curiosidade mórbida, torpe e inconsequente.

7. Esse texto nos ensina algumas lições práticas.

I. AQUELES QUE SE COBREM DE UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DOS SEGUIDORES DE JESUS, MAS SEM COMPROMISSO

1. Segue a Jesus, mas não tem compromisso – a Bíblia nos mostra que o rapaz seguia a Jesus. Ele se tornou um discípulo casual, mas não era um verdadeiro discípulo. Faltava-lhe o compromisso com Jesus. Ele era um discípulo de improviso. Seguia Jesus movido pela curiosidade, mas não tinha aliança com ele.

2. A geração do “Fica” – Este jovem é um símbolo da nossa geração que “fica” sem compromisso. No namoro, no casamento, nas amizades, no emprego, no endereço, todo mundo está ficando. As coisas e as pessoas estão se tornando descartáveis. Hoje as pessoas estão “ficando” até com Jesus e com a Igreja. Não querem compromisso. Não firmam raízes. Não toleram o princípio da fidelidade. Aquele jovem colocou o lençol só para ver de perto e voltar para a sua cama. Era uma aproximação casual de Jesus. Nada de compromisso. Muitos estão assim hoje: aproximações temerárias, intimidades perigosas, sem nenhuma fidelidade. Muitos estão “ficando” com Jesus apenas numa noite de louvor, mas sem compromisso de fidelidade a ele. Vêm à igreja apenas em ocasiões especiais. Pensam que fazendo isso estão quites com Deus. Mas isso não é seguir a Cristo. Ser discípulo é mais do que ter emoções, estar perto. É fazer a vontade do Pai.

3. A síndrome do controle remoto – O controle remoto é o instrumento da mudança. A decisão de mudar de canal está na ponta dos seus dedos. O controle remoto favorece em muito o descomprometimento. Com o controle remoto não há fidelidade a um canal, há um interesse por tudo e por nada, porque, no final, tudo e nada foi visto. Essa mania do controle remoto acabou por se manifestar nos relacionamentos. As pessoas não conseguem ficar muito tempo com a mesma namorada, com o mesmo namorado, com o mesmo marido, com a mesma esposa, com o mesmo carro, com os mesmos amigos, na mesma igreja. Hoje os crentes dizem que Jesus satisfaz, mas vivem insatisfeitos. Vivem a procura de coisas místicas, ou se deliciar nos banquetes do mundo. Paulo diz que as os lucros do mundo tornaram-se lixo ao comparar com a sublimidade do conhecimento de Cristo. O que mais as pessoas andam buscando é prosperidade, saúde, sucesso e não intimidade com Deus. A maioria das pregações hoje falam sobre dinheiro e saúde e não sobre salvação. Quando suas expectativas não são atendidas, elas abandonam a igreja, a fogem de Jesus como a multidão de João 6 e o jovem rico. O lençol não tinha amarração, costura, nem um cinto sequer. Por isso, ele se viu em “maus lençóis”. Compromisso é amarração, costura, segurança. Vivemos hoje a geração da comodidade, do menor esforço, dos consumidores de Jesus.

II. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE VIVEM A SUPERFICIALIDADE DA VIDA CRISTÃ

1. O lençol era a única cobertura que aquele jovem possuía. Era, portanto, um arranjo, uma proteção superficial. Não havia mais nada além daquilo que era aparente. Quando arrancaram-lhe o lençol, não havia mais nada para lhe proteger a vergonha. Segurança aparente, conforto aparente, discipulado aparente, cristianismo aparente.

2. Lençol não é roupa – A turma do lençol está tentando mostrar que podem ser o que não são. A turma do lençol é light. Tudo lhe interessa, mas de forma superficial. Tudo nela torna-se etéreo, leve, volátil, banal, permissivo. Não tem vida devocional consistente. Não tem vida de oração regular. Não tem deleite nas coisas de Deus. Aproxima-se, olha, segue, mas sem compromisso.

3. Superficialidade que gera permissividade – Nesse estado de vida superficial, as pessoas confundem sexo com amor e se tornam moralmente frágeis e permissivas. Pessoas sem filtros morais têm dificuldade para dizer NÃO, para discernir as coisas, para separar o precioso do vil. O importante para essas pessoas é a aparência.

4. A síndrome do Simão, o mágico – São aqueles que misturam as coisas de Deus com ilusão religiosa. Os samaritanos diziam: “Este homem é o poder de Deus”. Simão iludia o povo. Misturava magia com evangelho. Seu interesse era o lucro. Simão abraçou a fé. Foi batizado. Passou a acompanhar os discípulos na evangelização, mas nunca foi um convertido. Estava vestido de roupa de crente. Parecia um crente, mas não era um crente. A turma do lençol se impressiona com o que vê. Se deixa enredar pelos mágicos porque não está firmada na Palavra.

III. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE PREFEREM O QUE DÁ CERTO EM LUGAR DO QUE É CERTO

1. O moço do lençol fez exatamente isso. Não era certo sair de lençol, mas naquele momento deu certo. Era noite, e como diz o ditado: “à noite, todos os gatos são pardos”. Naquela época, os homens usavam roupas compridas. O lençol enrolado no corpo, à noite, parecia-se com a vestimenta de qualquer homem naquele momento. A escuridão favorecia esse tipo de arranjo e jeitinho. O moço raciocinou: “Como ninguém sabe, nem está vendo, então eu vou fazer”. Nem sempre o que dá certo é certo. Sua ética é ética do momento, da conveniência.

2. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:23 que nem tudo que é lícito é conveniente. A bebida alcoólica é legal, lícita, porém para os filhos de Deus não convém. A pornografia está aí, em bancas de revistas, locadoras de vídeo, na televisão e no cinema. O adultério não é mais crime. O divórcio não é visto mais como algo que Deus odeia. Estamos adaptando demais a algumas coisas que dão certo no mundo. Abraão buscou um filho do seu jeito, pelo seu método e até hoje o mundo sofre as consequências. Nem sempre o que dá certo é certo.

3. A turma do lençol não se baseia nos princípios éticos da Palavra de Deus, mas naquilo que diz a sua intuição espiritual. Cada um cria a sua própria moral. O que orienta a sua vida: o que é certo ou que dá certo? Na família, nos negócios, no trabalho?

4. Há outro equívoco com a turma do lençol: a fé com base em resultados – deu certo com tal pessoa, então vamos fazer igual. A experiência de um não é a outro. Não é porque Deus fez algo em sua vida, que vai fazer igual na minha. Isso gera frustração. Deus permitiu que Tiago fosse morto à espada e livrou Pedro da prisão no mesmo contexto. Paulo foi usado por Deus para curar muitas pessoas, mas ele mesmo não foi curado do espinho na carne. Uns honram a Deus pelo livramento da morte, outros honram-no pelo livramento através da morte. É Deus quem dá a vida e quem a tira.

IV. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE QUEREM SER DIFERENTES, MAS NÃO FAZEM A DIFERENÇA

1. Aquele jovem foi identificado como um seguidor de Jesus. Ele não estava no grupo que prendia a Jesus. Então, pensaram: ele é seguidor de Jesus. Mas quando lançaram mão dele, ele estava se cobrindo com um lençol e saiu correndo nu. Na verdade ele não era um discípulo, era um carona da fé. Assim são muitos hoje. Carregam uma Bíblia, usam camisetas com frases bíblicas, mas na hora de fazer diferença, ser sal e luz, cai o lençol e só o que se vê é uma cena risível e ao mesmo tempo lamentável. Falta à turma do lençol conteúdo interior. Falta o fruto do Espírito. Falta consistência. Faz do evangelho uma piada ou o transforma em cheque sem fundo.

2. O jogador de futebol evangélico que ao fazer um gol, levanta a camisa e mostra uma frase na camiseta: DEUS É FIEL. Depois se dirige à câmera e vocifera um monte de palavrões. Isso leva o evangelho a cair em descrédito.

3. A turma do lençol é como o profeta Jonas. Eles são contraditórios. Eles dizem que temem o Deus do céu, mas estão andando na contra-mão da vontade de Deus. Dizem que crêem em Deus, mas estão fazendo o contrário do que Deus mandou. Hoje somos quase 30% da população, mas fazemos pouca diferença. As pessoas mudam da igreja, mas não mudam da vida. Aprendem a dar glória a Deus na igreja, mas não aprendem a falar a verdade no trabalho.

4. A experiência do pastor Ariosvaldo com o cantor (N.N.) nos Estados Unidos.

V. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE ESTÃO DESPROVIDOS DE PODER QUANDO PRECISAM SE DEFENDER

1. O jovem precisou se defender quando foi atacado. Precisou usar as mãos. Mas eram suas mãos que faziam com que o lençol aderisse ao seu corpo. Ao liberar as mãos, o lençol caiu. Ficou vulnerável, exposto, desprotegido, nu. O inimigo agarrou o lençol, a única coisa que lhe cobria. Ficou nu. Fugiu nu. Que vergonha! Ficamos em situação delicada quando o inimigo nos ataca e agarra nossa máscara. É a única coisa que nos nos protegia.

2. Pedro também usava um lençol. Não o lençol que cobria o seu corpo, mas que cobria a sua alma. Ele prometera a Jesus ir com ele à prisão e até à morte. Julga-se mais fiel e mais corajoso que os demais discípulos. Sua valentia transforma-se em consumada covardia. Agora está seguindo Jesus de longe, e negando a Jesus na casa do sumo sacerdote. Os inimigos arrancaram a máscara de Pedro e revelaram toda a sua fraqueza.

3. As máscaras não são seguras. Elas podem cair nas horas mais impróprias. Vestir-se com um lençol é um perigo. Ele pode ser arrancado pelos próprios inimigos. Ninguém consegue manter uma máscara afivelada o tempo todo. Ninguém pode vestir-se com um lençol sem ser exposto à vergonha na hora da batalha.

VI. AQUELES QUE SE COBREM COM UM LENÇOL SÃO UM SÍMBOLO DAQUELES QUE PARTICIPAM DA GLÓRIA DE DEUS, MAS NÃO CONSEGUEM MANIFESTÁ-LA EM SUAS VIDAS

1. Poucos tiveram a chance que aquele jovem teve. Ele viu Jesus. Ele viu a glória do Filho Unigênito de Deus. Aquele foi um momento decisivo na vida de Jesus. Foi sua entrega, sua renúncia, sua glória. Ele viu Jesus curando a orelha decepada do soldado Malco. Ele viu Jesus enfrentando a soldadesca romana e as autoridades judaicas com serenidade. Mas aquele jovem apesar de ver a glória de Jesus, fugiu nu, sem manifestar a glória de Deus em sua vida.

2. A glória de Deus na Antiga Dispensação encheu o tabernáculo, o templo. Mas depois que o véu do templo foi rasgado, o Espírito Santo e a glória de Deus enchem não um templo, não uma casa, mas pessoas. Outro dia, uma pessoa veio me contar empolgada que os crentes da sua igreja estavam indo para uma mata ver os gravetos pegando fogo. No cenáculo o fogo não estava nos bancos, no chão, ou em outros objetos do ambiente. O fogo estava sobre os crentes. Eles estavam incendiados pela glória de Deus. Dali por diante, eles começaram a espalhar o fogo de Deus pelo mundo. Hoje as pessoas querem ver a glória de Deus se manifestando, estando correndo atrás de um espetáculo religioso, mas não manifestam em suas vidas a glória de Deus.

3. A turma do lençol está apagada porque só quer ver a glória de Deus. Só quer ver espetáculo, mas não reflete a glória de Deus na vida, na conduta. A busca do entretenimento, do espetáculo entrou no campo religioso. As pessoas hoje transformam culto em show, adoração em espetáculo. Elas querem o brilho, não o preço do discipulado.

VII. QUAIS SÃO AS VESTIMENTAS ESPIRITUAIS APROPRIADAS PARA UM SEGUIDOR DE CRISTO?

1. Vestes de louvor (Is 61:3) – Usar vestes de louvor não é apenas caminhar pela vida cantando, mas viver de forma que Deus seja glorificado em nossa vida. Em vez de viver sob o manto da tristeza e do espírito angustiado, exalte ao Senhor, glorifique o seu nome em toda circunstância.

2. Vestes de salvação (Is 61:10) – Você não pode apenas aparentar um seguidor de Cristo. Ver a caravana passar não significa que você está passando com ela. Assistir o espetáculo não significada que você faz parte do enredo. Estar presente no meio da multidão, não significa que você é um discípulo. Não se contente apenas em ser um expectador do Reino, seja um súdito do Reino. Certifique-se de que você já tem as vestes da salvação, pois quem não as tiver será lançado fora no dia do Senhor.

3. Vestiduras brancas (Ap 7; 19) – As vestes brancas dos remidos fala da justiça de Cristo imputada a nós. Nossa justiça aos olhos de Deus não passa de trapos de imundícia. Mas Cristo tira os nossos farrapos imundos e nos veste com a sua justiça. Deus olha para nós e vê toda a justiça do seu Filho nos cobrindo. Por isso não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.

CONCLUSÃO

1. “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap 16:15).

2. “Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda” (1 Jo 2:28).

A liberdade da graça

Referência: 1 CORÍNTIOS 9:1-27

INTRODUÇÃO

• Paulo falou no capítulo 8 sobre a liberdade cristã. Ele argumentou que nossa ética não é conduzida pelos nossos direitos, mas pelo amor. Paulo esteve lidando com pessoas que afirmavam os seus direitos em detrimento de outrem (6:7; 8:9). Paulo havia dito para eles que isso era errado. Agora Paulo dá o seu próprio exemplo. Ele pratica o que prega.
• O capítulo 9 lida com o ensino de Paulo sobre o suporte financeiro dos obreiros. A princípio parece que ele está interrompendo o tema que iniciou no capítulo 8, sobre comida sacrificada aos ídolos. Mas longe do capítulo 9 ser uma interrupção do tema liberdade cristã, é uma ilustração pessoal. Paulo usou o seu próprio exemplo para ilustrar o que é a liberdade da graça. Ele tinha o direito de receber o sustento da igreja de Corinto, mas ele abriu mão desse direito, por um objetivo mais elevado.
• Em ordem para ilustrar o uso cristão dos direitos pessoais, Paulo apresentou dois argumentos em defesa da sua política sobre o sustento financeiro daqueles que trabalham na obra de Deus.

I. ELE DEFENDEU O SEU DIREITO DE RECEBER SUPORTE FINANCEIRO – 9:1-14

• Nos versos 1-14 Paulo deu cinco argumentos para provar seu direito em receber o sustento financeiro da igreja de Corinto.

1. Seu apostolado – v. 1-6
• Alguns crentes de Corinto questionam a autenticidade do apostolado de Paulo. Um apóstolo devia ter duas credenciais: ter visto a Jesus (Atos 1:21-22; 1 Coríntios 9:1) e realizar sinais (2 Coríntios 12:12; 1 Coríntios 9:1-2). O apóstolo era uma testemunha da ressurreição de Cristo (Atos 2:32; 3:15; 5:32; 10:39-43). Paulo tinha essas duas credenciais (1 Coríntios 15:8; 2 Coríntios 12:12).
• Paulo diz que outros podiam por à prova o seu apostolado, mas os Coríntios deviam ser os últimos a fazê-lo, porque a conversão deles era uma prova da eficácia do seu ministério e o selo do seu apostolado (9:1-2).
• Paulo alista dois direitos essenciais nos versos 4-6: 1) O direito de casar e levar consigo uma esposa no ministério itinerante; 2) O direito de não ter que trabalhar para viver. Paulo, porém trabalhou em Corinto (9:12,15), em Tessalônica (1 Tessalonicenses 2:9) e em Éfeso (Atos 20:33-34).
• Direitos, direitos, direitos – Paulo tinha muitos, mas não reclamava nenhum. Paulo renunciou voluntariamente aos seus direitos em favor de um alvo maior (9:12,19,22).

2. Experiência Humana – v. 7
• Paulo usa três metáforas comuns que descrevem o ministro cristão: 1) Soldado; 2) Lavrador; 3) Pastor. Todos os três tiram o seu sustento da sua ocupação. Seja qual for a figura do ministro, Paulo argumenta que ele tem o direito de receber o seu próprio sustento. O soldado não vai para a guerra às suas próprias custas. O lavrador não vai ao mercado comprar as frutas que ele próprio produz e o pastor tira a maior parte de sua refeição dos bens que produziu.
• Usando outras figuras, Paulo podia olhar para a igreja como um exército, como um campo ou como um rebanho. A lição era clara: o ministro cristão tem o direito de esperar os benefícios do seu labor. Se isto é verdade no âmbito secular, quanto mais no âmbito espiritual!

3. A lei do Antigo Testamento – v. 8-12
• O Antigo Testamento era a Bíblia da igreja primitiva, visto que o Novo Testamento ainda estava sendo escrito.
• Paulo citou Deuteronômio 25:4 para provar o seu ponto (1 Timóteo 5:17-18). Paulo observou o princípio espiritual deste texto da lei (9:9-10).
• 1 Coríntios 9:11 Paulo anuncia o princípio básico da vida cristã: se nós recebemos bênçãos espirituais, nós devemos em retorno, repartir bênçãos materiais. Por exemplo: Os judeus deram bênçãos espirituais aos gentios; então, os gentios tinham a obrigação de repartir bênçãos materiais com os judeus (Romanos 15:25-27; Gálatas 6:6-10).
• Paulo recebeu suporte financeiro de outras igrejas (Filipenses 4:15-16; 2 Coríntios 11:8-9;12:11-13). Na própria igreja de Corinto, outros receberam suporte financeiro (9:12), mas Paulo abriu mão desse direito para não criar obstáculo ao evangelho (9:12; 2 Tessalonicenses 3:6-9).

4. A Prática do Antigo Testamento – v. 13
• Os sacerdotes e levitas recebiam o sustento financeiro dos sacrifícios e ofertas que eram trazidos ao templo. A regulamentação que governava a parte deles nas ofertas e nos dízimos está estabelecida em Números 18:8-32; Levítico 6:14-7:36; 27:6-33. A aplicação é clara: Se os ministros do Antigo Testamento que estavam sob a lei recebiam sustento financeiro pelo povo a quem eles ministravam, não deveriam os ministros de Deus, no Novo Testamento, sob a graça, receberem também suporte financeiro?

5. O ensino de Jesus – v. 14
• Paulo estava se referindo às palavras de Jesus em Mateus 10:10 e Lucas 10:7-8: “O trabalhador é digno do seu salário.” A ordem é revestida da mais alta autoridade, visto que veio de Cristo. Paulo diz que este é um princípio fundamental que a igreja não pode negligenciar.
• Paulo certamente provou o seu ponto usando esses cinco argumentos. Seu ponto era que ele tinha o direito de receber o suporte financeiro da igreja em função do seu pastoreio da igreja. Entretanto, ele deliberadamente recusou receber suporte financeiro daquela igreja (9:12,15). Por que? Isto ele expõe na segunda parte da sua defesa, nos versos 15-27.

II. ELE DEFENDEU SEU DIREITO DE RECUSAR O SUPORTE FINANCEIRO – 9:15-27

• Paulo tinha o direito de receber suporte financeiro, mas sendo um cristão maduro, ele balanceou seu direito com sua disciplina. Ele não tinha o direito de desistir de sua liberdade em Cristo, mas ele tinha a liberdade de desistir dos seus direitos.
• Assim Paulo dá um exemplo vivo e pessoal sobre os princípios da liberdade cristã que ensinou no capítulo 8. O partido dos fortes estava pensando que o direito de comer carne era mais importante do que a edificação da igreja. Pensando apenas em seus direitos, eles sendo tropeço para os fracos. O conhecimento deles não era guiado pelo amor.
• Paulo deu três razões que explicam porque ele recusou o suporte financeiro da igreja de Corinto.

1. Ele recusou o suporte financeiro da igreja por amor ao evangelho – v. 15-18
• Paulo não deseja ser um obstáculo ao evangelho (9:12). A palavra obstáculo significa um corte, uma brecha, e era usada com referência a uma vala aberta na estrada para impedir o avanço do inimigo. Paulo não via o evangelho como um produto de mercado. Ele não era um mercadejador do evangelho. Ele não via o evangelho como uma fonte de lucro financeiro. Ele não fazia da igreja uma empresa familiar para o seu enriquecimento. Ele se recusa a aceitar dinheiro daqueles para quem ele ministrava. Ele queria que a mensagem do evangelho estivesse livre da qualquer obstáculo ou impedimento na mente dos pecadores.
• Paulo não está escrevendo esta carta para pedir suporte financeiro para a igreja (9:15).
• A recompensa de Paulo à sua obra não financeira, mas a alegria de pregar o evangelho (9:16-17).
• É uma grande tragédia quando muitos ministros dão uma super ênfase em dinheiro e estão no ministério por causa de uma motivação financeira. Isso é um escândalo e um empecilho para o crescimento do evangelho (9:18).
• Há muitas pessoas hoje que fazem da igreja um balcão de negócio. Vendem o evangelho. Estamos vivendo o ressurgimento das indulgências, agora dentro de igrejas chamadas evangélicas. Pessoas que usam a religião para explorar e controlar outros.
• Uma atitude errada quanto ao dinheiro tentou impedir o crescimento da igreja primitiva. Ananias e Safira amaram mais o dinheiro do que a verdade, por isso, Deus os matou. Simão, o mágico pensou que poderia comprar o dom do Espírito Santo com dinheiro.

2. Ele recusou o suporte financeiro da igreja por amor aos pecadores – v. 19-23
• Há aqui um grande paradoxo: livre de todos os homens e ainda servo de todos os homens (9:19). Porque Paulo era livre, ele estava capacitado a servir aos outros e renunciar aos seus próprios direitos por amor a eles.
• Muitos pensam que Paulo está sendo um crente camaleão aqui, que muda sua mensagem e método em cada situação. Muitos pensam que ele está ensinando uma vida dupla aqui, mas é bem o contrário.
• Paulo também não está ensinando aqui que podemos ajustar a mensagem para agradar ao auditório. Ele era um embaixador e não um político populista.
• Paulo ensina que precisamos ser sensíveis e flexíveis culturalmente a fim de não criarmos obstáculo ao progresso do evangelho. Ele não trombeteava sua liberdade diante dos judeus nem impunha a lei aos gentios. O que Paulo está ensinando não é um comportamento inconsistente. Ele simplesmente está ensinando diferentes abordagens para grupos diferentes. A questão não é o conteúdo, mas o método.
• Podemos ver um exemplo de sua sábia adaptação de diferentes métodos nos seus sermões no livro de Atos. Quando Paulo pregava para os judeus, ele começa com os patriarcas do Antigo Testamento, mas quando pregava aos gentios, ele começa com o Deus da criação.
• Jesus também adotou um método flexível em suas abordagens (Nicodemos, Samaritana, Zaqueu, Bartimeu).
• Nós precisamos ter tato para mantermos contato com as pessoas. Uma abordagem sensível e flexível constrói pontes em vez de erguer muros. Uma adaptabilidade criativa e sensível abre caminho para a evangelização eficaz. O grande propósito da flexibilidade metodológica de Paulo era a salvação dos judeus, dos gentios e do maior número de pessoas (9:19-23).
• Identidade racional e sensibilidade religiosa foram os dois elementos principais na dissertação de Paulo sobre a liberdade cristã.

3. Ele recusou o suporte financeiro da igreja por amor a si mesmo – v. 24-27
• Os jogos ístmicos de Corinto só perdiam em importância para os jogos olímpicos de Atenas. Havia uma olimpíada em Corinto de três em três anos. Era uma cidade onde o esporte era muito valorizado. Paulo, então, usa outra metáfora para o ministro: o ministro é um atleta cujo alvo é vencer!

• Paulo ensina com isso quatro lições:

1) A vida é uma batalha – A vida cristã não é uma colônia de férias, mas um campo de luta. Um atleta mal treinado não pode ganhar uma corrida.

2) Ganhar esta batalha e sair vitorioso desta carreira demanda uma grande disciplina – Disciplina é você abrir das coisas boas por causa das coisas melhores. O atleta precisa cuidar da sua dieta e do seu treinamento. Ele não pode se entregar às noitadas, embalado pelos prazeres e festas. Essas coisas podem ser boas, mas interferem no seu alvo maior. Assim, essas coisas são impedimento e não ajuda. Visto que o seu alvo era ganhar vidas para Jesus, Paulo disciplinou a si mesmo. Ele pagou o preço. Ele abriu mão dos seus direitos e da sua liberdade para tornar-se escravo de todos com o fim de ganhar alguns.

3) Na vida precisamos conhecer a nossa meta – Paulo tinha um grande alvo em sua vida: glorificar a Deus através da salvação dos perdidos e da edificação dos santos. Para alcançar esse alvo, precisamos pagar qualquer preço. Inclusive, abrir mão dos nossos próprios direitos. Nossa meta é agradar o Senhor. Nossa meta é salvar os perdidos. Nossa meta é recebermos a coroa incorruptível. Nossa meta é não sermos desqualificados na corrida.

4) Na vida não podemos ser usados por Deus para ganhar outros se não dominarmos a nós mesmos – O temor de Paulo não era que poderia perder a salvação, mas que poderia perder a sua coroa por não satisfazer a seu Senhor. Precisamos sacrificar ganhos imediatos por recompensas eternas, prazeres imediatos por alegrias eternas.

Vida financeira sem ansiedade

"Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam." Mt 6:20
 
Referência: MATEUS 6.19-34

Na primeira metade de Mateus 6 (1-18) Jesus descreve a vida particular do cristão NO LUGAR SECRETO (dando, orando e jejuando); na segunda parte (19-34) Ele trata dos nossos negócios públicos no mundo (questões do dinheiro, de propriedades, de alimento, roupa e ambição). Ou seja, Cristo descreve a vida RELIGIOSA E SECULAR do cristão, mostrando que ambas são santas e dependentes de Deus.

Deus está interessado em nossa vida PARTICULAR E PÚBLICA, RELIGIOSA E SECULAR.

Ouvimos os mesmos insistentes convites de Jesus, nas duas esferas: 1) O chamado para sermos diferentes da hipocrisia do religioso (1-18) e agora, 2) diferentes do materialismo do irreligioso (19-34). Cristo agora nos incita a renunciar o sistema de valores dos gentios (v. 32).

Cristo coloca alternativas diante de nós em cada estágio: HÁ DOIS TESOUROS (na terra e no céu 19-21); DUAS CONDIÇÕES FÍSICAS (trevas e luz 22,23); DOIS SENHORES (Deus e as riquezas 24) e DUAS PREOCUPAÇÕES (nosso corpo e o Reino de Deus 25-34). E não podemos por os pés em duas canoas.

Jesus nos mostra que a ganância, que a acumulação egoísta é pecaminosa. Que não podemos fazer do dinheiro, da riqueza a razão do nosso viver. Devemos investir nossa vida em algo que não acaba. A riqueza é temporal, é passageira. Não vamos levá-la. É preciso ter tesouro no céu. Buscar o que é eterno. Buscar em primeiro lugar o reino de Deus.

Quando optamos pelo tesouro celeste em vez dos tesouros da terra; quando seguimos a luz e não as trevas; quando optamos por servir a Deus e não a Mamom, então estaremos prontos a entender: BUSCAI, POIS, EM PRIMEIRO LUGAR O REINO DE DEUS…Se sirvo a Deus, buscarei o seu reino e entregarei a Ele minhas necessidades.

Jesus está dizendo que todos os homens buscam alguma coisa, pela qual viver; alguma coisa sobre a qual colocar o coração e a mente.

Jesus mostra aos seus discípulos que eles devem buscar o Reino de Deus e não as coisas materiais como objetivo maior da vida. Três vezes Ele ordena NÃO FIQUEIS ANSIOSOS (v. 25,31,34). A preocupação básica do homem é v. 31. ESTA É A TRINDADE DOS CUIDADOS DO MUNDO (Spurgeon). Porque os gentios é que se preocupam com todas essas coisas (v. 32).

Basta olhar para a propaganda da Televisão, rádio, jornal e veremos uma vívida ilustração moderna do que Jesus ensinou há 2 mil anos. Do começo ao fim, os apelos são: preocupar-se com o bem-estar do corpo: como alimentá-lo, vesti-lo, aquecê-lo, refrescá-lo, relaxá-lo, entretê-lo, enfeitá-lo e estimulá-lo = CONSUMISMO E MATERIALISMO.

Jesus de forma alguma negou ou desprezou as necessidades do corpo. Ele ensinou-nos a orar O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE. Mas hoje o mundo está adotando um conceito reducionista, degradando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único e último objetivo da vida.

Jesus de forma alguma está proibindo a previdência = A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construindo ninhos, alimentando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno. O que Jesus proíbe não é a previdência, mas a PREOCUPAÇÃO ANSIOSA.

I. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A FÉ CRISTÃ – v. 25-30

No verso 30 o Senhor chama os ansiosos de HOMENS DE PEQUENA FÉ. Vejamos alguns argumentos contra a ansiedade:

1. Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida, nos dará alimento e veste – v. 25 = Deus é o responsável pela nossa vida, e pelo nosso corpo. E estes são mais importantes que o alimento e as vestes. Pois bem, se Deus já cuida do maior (nossa vida e nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)

2. Do menor para o maior. As aves como exemplo – v. 26 = Aqui Jesus mostra o cuidado divino em alimentar seus discípulos. Os pássaros não semeiam, não colhem, não armazenam, mas Deus os alimenta. Eles não ficam desesperados, ansiosos, inquietos e fatigados. Disse Martinho Lutero: JESUS ESTÁ FAZENDO DAS AVES NOSSOS PROFESSORES E MESTRES. O MAIS FRÁGIL PARDAL SE TRANSFORMA EM TEÓLOGO E PREGADOR PARA O MAIS SÁBIO DOS HOMENS, DIZENDO: EU PREFIRO ESTAR NA COZINHA DO SENHOR. ELE FEZ TODAS AS COISAS. SABE DAS MINHAS NECESSIDADES E ME SUSTENTA. Se Deus cuida de suas pequenas criaturas, Ele também cuidará de seus filhos. QUAL É O PAI QUE SE O FILHO LHE PEDIR UM PEIXE LHE DARÁ UMA COBRA, OU SE PEDIR UM PÃO LHE DARÁ UMA PEDRA?

3. A preocupação é inútil – v. 27 = Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação segundo Jesus, que já conhecia todos os meandros da medicina psicossomática, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. Assim como deixamos essas coisas ao cuidado de Deus (pois certamente estão fora do nosso alcance) devemos deixar também as coisas menores como alimento e roupa (I Pe 5.7).

4. As flores como exemplo – v. 28-30 = As flores, os lírios, as papoulas silvestres que não trabalham e não fiam, que têm a vida curta se secam e são jogadas no fogo são vestidas com glória e nobreza régia, assim Jesus fiz para seus discípulos que nosso Pai providenciará para nós as vestes.

II. EXPLICAÇÕES NECESSÁRIAS

1. Os crentes, os discípulos não estão isentos de ganhar sua própria vida = Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar “Se alguém não quer trabalhar também não coma.” Cristo usou o exemplo dos pássaros. Ele conhecia os hábitos alimentares dos pássaros: Uns comem sementes, outros peixes, outros são insetívoros, outros predadores. Deus os alimenta a todos, providenciando na natureza os recursos para que eles se alimentem. AS PLANTAS extraem do sol e do solo o seu sustento. Deus também nos supre, mas precisamos cooperar com nosso trabalho.

2. Os discípulos não estão isentos da responsabilidade com os outros = Se Deus promete alimentar os seus filhos, porque há tanta gente subnutrida e mal vestida? A razão mais óbvia deste grave problema não é a falta da provisão divina, mas uma injusta distribuição por parte do homem. A verdade é que Deus forneceu recursos amplos na terra e no mar, mas o homem açambarca, disperdiça ou estraga esses recursos e não os distribui. Nesse mesmo Evangelho de Mateus, onde Jesus diz que o Nosso Pai Celeste nos alimenta, diz que devemos alimentar os famintos e vestir os nus.

3. Os discípulos não estão isentos de dificuldades = Estar livre de preocupações e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Cristo nos manda deixar de lado a ansiedade, mas não promete que seremos imunes a todos os infortúnios. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, Ele não nos isenta das aflições e apertos, inclusive financeiros. Enfrentamos dissabores, tristezas, angústias, perigos, mas todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

III. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM A VIDA DE DISCÍPULO – v. 31,32

Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios, dos pagãos, daqueles que não conhecem a providência amorosa de Deus. A ansiedade é desconfiança com respeito a Deus, mas o discípulo pode dizer Rm 8.31,32.

A ambição daquele que não conhece pessoalmente a Deus é fazer da procura das coisas materiais o fim último da vida, mas isto não é compatível com a vida do discípulo.

IV. A PREOCUPAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM O BOM SENSO – v. 34
Toda preocupação é sobre o amanhã, mas experimentada hoje. Sempre que ficamos ansiosos, ficamos preocupados no momento presente sobre alguma coisa que vai acontecer no futuro. Mas muitas vezes por algo que não chega a acontecer. Sofremos antecipadamente, desnecessariamente.

As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimento, dinheiro, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão.

Portanto, a preocupação é uma perda de tempo, de pensamento e de energia nervosa. Precisamos a viver um dia de cada vez. Devemos, naturalmente planejar o futuro, mas não ficarmos ansiosos quanto a ele. BASTA A CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL.

Portanto, porque antecipá-los? Se o fizermos nós os multiplicaremos, pois se nossos temores não se concretizarem, teremos nos preocupado em vão; no caso de se concretizarem, estaremos nos preocupando duas vezes em vez de uma.

V. QUAL DEVE SER A OCUPAÇÃO DO DISCÍPULO PARA NÃO TER UMA VIDA DE PREOCUPAÇÃO?

1. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus = É buscar o governo, o domínio de Jesus em cada coração. É procurar colocar tudo debaixo do governo e controle de Jesus: LAR, CASAMENTO, FAMÍLIA, VIDA PROFISSIONAL, DÍVIDAS, LAZER. É investir a vida em valores eternos. É fazer tudo para a glória de Deus. É evangelizar.

2. Buscar a justiça de Deus = É ser protagonista de justiça de Deus num mundo de tantas injustiças. É se colocar contra a miséria, a exploração, a ganância e o preconceito. Precisamos ser agentes da justiça de Deus na história.

3. Resultados de buscar a Deus em primeiro lugar = “E as demais coisas vos serão acrescentadas” = Deus supre, Deus cuida. Dá paz, alegria, vida abundante e o pão, e as vestes, e tudo o mais. Amém.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A comunhão na igreja

Referência: I JOÃO 1.3

Existem pessoas que estão longe de Deus e longe das pessoas. Outras estão perto de Deus e longe das pessoas. Outras estão longe de Deus e perto das pessoas. Devemos estar perto de Deus e perto das pessoas.

I. COMUNHÃO COM DEUS
a) Enoc – Gn 5.24
b) Noé – Gn 6.9
c) Abraão – Gn 17.1
d) Moisés – Ex 33.11-23
e) Robert McKeyne, David Brainerd, Finney

II. COMUNHÃO COM O FILHO 
a) Somos um só espírito com o Senhor – I Co 6.17
b) Ele habita em nossos corações – Ef 3.16-19
c) Ele ceia conosco – Ap 3.20
d) Figuras: NOIVO-NOIVA; VIDEIRA-RAMOS; CABEÇA-CORPO

III. COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO 
a) Fomos batizados no corpo pelo Espírito e bebemos do mesmo Espírito – I Co 12.13b) Comunhão do Espírito – II Co 13.13c) Fp 2.1

IV. COMUNHÃO COM OS SANTOS 
a) É o modo natural de viver daquele que tem um encontro com Jesus – At 2.42,46
b) Para ter comunhão com os irmãos, é preciso andar na luz – I Jo 1.7
c) Exige esforço conjunto – Ef 4.15,16
d) Exige correção de pecados – Ef 4.25-32
e) Envolve socorro em coisas materiais – I Jo 3.17; Rm 12.13; II Co 8.4; Gl 2.10; At 11.29,30.

V. MUTUALIDADE DA COMUNHÃO 
a) Somos membros uns dos outros – Rm 12.5
b) Amai-vos cordialmente (filostorgoi) uns aos outros – Rm 12.10
c) Preferindo-vos em honra uns aos outros – Rm 12.10
d) Tende o mesmo sentimento uns para com os outros – Rm 12.16; 15.5
e) Acolhei-vos uns aos outros como também Cristo nos acolheu – Rm 15.7
f) Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo – Rm 16.16

VI. QUANDO A COMUNHÃO NÃO É RECOMENDADA 
a) Quando as amizades são com pessoas ímpias – Sl 1.1-3
b) Quando a outra pessoa se diz crente, mas não vive como tal – I Cor 5.6-11
c) Quando a outra pessoa tem uma vida comprometida com práticas de pecado – Ef 5.5-14; II Co 6.14
d) Quando a outra pessoa não tem cuidado com a língua – I Co 15.33; Pv 20.19
e) Quando a outra pessoa resiste ouvir e obedecer a Palavra de Deus – II Ts 3.14; Pv 13.20
f) Quando a outra pessoa é semeadora de contendas – Pv 6.16-19

CONCLUSÃO
Fp 2.1-5.

A figueira murcha

Referência: MATEUS 21.17-20

I. Há no mundo casos de profissão promissora, porém infrutíferaa) Pessoas As envolvidas neles superam, em muito, tantas outras – Elas nos impressionam pela conversa, pelos modos . São loquazes na conversa, profundos na especulação teológica.
b) Tais pessoas parecem desafiar as estações do ano – A figueira produz os frutos antes das folhas. Certas pessoas parecem muito adiantadas em comparação com as pessoas ao seu redor, mas é só fachada, só aparência.
c) Tais pessoas ultrapassam a regra comum do crescimento – A regra primeiro figo, depois folha. Essas pessoas professam, proclamam o fruto, mas não o possuem.
d) Tais pessoas usualmente atraem a atenção dos outros – Segundo Mc 11.14 Nosso Senhor viu de longe essa árvore. As demais árvores ainda não tinham folha. Essa árvore era a única que estava em destaque. Essas pessoas não têm nenhuma modéstia, tocam trombetas e anunciam frutos que não possuem.
e) Tais pessoas não somente atraem o olhar, como também freqüentemente atraem o convívio de homens bons – Jesus e os discípulos foram até a figueira. Ela os atraiu. Existem pessoas que fascinam outras pela sua super-espiritualidade de trombeteiam. Parecem ser piedosos, fervorosos, mas é só folhas.
II. Essas pessoas serão inspecionadas pelo Rei Jesus
a) Ele procurará fruto – Ele perscruta profundamente a nossa vida para ver se tem fruto, alguma fé genuína, algum amor verdadeiro, algum fervor na oração. Se ele não ver frutos não ficará satisfeito.
b) Jesus tem o direito de esperar fruto quando Ele vem procurá-lo – Ele tinha direito de encontrar fruto porque o fruto aparece primeiro, depois as folhas. Aquela árvore estava fazendo propagando de algo que ela não possuía. Jesus tem encontrado fruto em você? Conforme João 15.8 o Pai é glorificado quando produzimos muito fruto e essa é a prova de que somos discípulos de Jesus.
c) Fruto e o que o Senhor deseja ardentemente – Jesus teve fome. Ele procurava fruto e não folhas. Ele não se satisfaz com folhas. Ele sente necessidade de sermos santos.
d) Quando Jesus se aproxima de uma alma Ele se aproxima com discernimento agudo – Dele não se zomba. A Ele não podemos enganar. Já pensei ser figo aquilo que não passava de folha. Mas Jesus não comete engano. Ele não julga segundo a aparência.
III. O Resultado da vinda de Cristo será terrível para quem fez uma profissão fervente, mas sem frutoa) Onde deveria achar fruto, achou somente folhas – Se eu professo a fé sem a possuir não se trata de uma mentira? Se eu professo arrependimento sem tê-lo não é uma mentira? Se eu participo de ceia, mas estou em pecado e não amo aos meus irmãos não é isso uma mentira? A profissão de fé sem a graça divina é a pompa funerária de uma alma morta.b) Jesus condenou a árvore infrutífera – Jesus não apenas a amaldiçoou, ela já era uma maldição. Ela não servia para o revigoramento de ninguém.
c) Ele pronunciou a sentença contra ela – A sentença foi fica como está, estéril, sem fruto. Continue sem a graça. Jesus dirá no dia final APARTAI-VOS para aqueles que viveram a vida toda apartados. Continue o imundo sendo imundo.
CONCLUSÃO: APARENCIA OU FRUTOS, QUAL É A SUA ESCOLHA?

1. FRUTO...JESUS.

2. APARENCIA...MORTE.

A segunda vinda de Cristo

Referência: APOCALIPSE 1.7

Cristo pode vir para você ou você pode ir para Ele. Você está preparado? A rainha da Inglaterra visita de surpresa uma escola e encontra a professora e os alunos em desordem…voltarei!
I. É CERTO QUE CRISTO VOLTARÁ? É tão certa como foi a sua primeira vinda. As profecias bíblicas sobre o nascimento, morte, ressurreição e ascensão de Jesus se cumpriram literalmente no tempo determinado por Deus.Existem mais de 300 referências proféticas só no Novo Testamento sobre a SEGUNDA VINDA. É a Palavra inerrante, infalível do Deus que não pode mentir que certifica a realidade da segunda vinda de Cristo.
a) Jo 14.3 = E QUANDO EU FOR…VOLTAREI E VOS RECEBEREI…
b) Ap 3.11 = VENHO SEM DEMORA 
c) Mt 24.30 = ENTÃO APARECERÁ NO CÉU O SINAL DO FILHO DO HOMEM 
d) II Pe 3.10 = VIRÁ, ENTRETANTO, COMO LADRÃO, O DIA DO SENHOR.Os sinais proféticos apontam a preparação do cenário:
a) Dn 12.4 = O SABER SE MULTIPLICARÁ = Século da propulsão à jato, da cibernética, do computador, da internet, da engenharia genética, da tecnociência.
b) Mt 24.4,5 = O ENGANO RELIGIOSO = Ocultismo, orientalismo, missianismo, espiritismo, Nova Era, pentecostalismo sem cruz, ciência se une ao místico.
c) Mt 24.6-7 = CONVULSÕES NATURAIS, SOCIAIS E POLÍTICAS = Guerras, fomes, epidemias, terremotos. 
d) Mt 24.12 = MULTIPLICAÇÃO DA INIQUIDADE = Sociedade hedonista, sem absolutos, pã-sexualismo, imoralidade, despudor, pornografia, maldade, violência. 
e) II Ts 2.3 = APOSTASIA = a deserção da fé, o descomprometimento, o racionalismo, secularismo, liberalismo, ecumenismo. 
f) II Ts 2.3 = O ANTICRISTO = A unificação política e religiosa do mundo, Nova Era, Consciência cósmica.
II. POR QUE CRISTO VOLTARÁ?Na sua primeira vinda Cristo se esvaziou. Nasceu humilde. Num lar humilde. Num berço de palha. Cresceu pobre. Veio como servo. Veio como cordeiro. Veio como ovelha muda. Veio para morrer na cruz. Veio para se fazer pecado por nós. Na sua primeira vinda entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Foi humilhado. Cuspido. Surrado. Preso. Traído. Xingado. Pregado na cruz. Na sua segunda vinda virá como rei exaltado. Como Senhor dos senhores. Como juiz de toda a terra. Virá como leão de Judá. Assentará no trono. Julgará as nações. Todo joelho se dobrará diante Dele.
1. Ele julgará as nações = Mt 25.312. Ele julgará os ímpios = Ele enviará os seus anjos para recolher os ímpios e lançá-los na fornalha de fogo ardente. Dir-se-lhes-á APARTAI-VOS MALDITOS. Os que escaparam da justiça terrena não escaparão da ira do cordeiro. Os pecados ocultos serão revelados do eirado. Naquele dia será julgado o segredo do coração dos homens. Os ímpios arderão como restolho no fogo. Desejarão a morte, mas esta fugirá deles.
3. Ele julgará os cristãos nominais = a) Mt 7.21-23 = Muitos naquele dia dirão: SENHOR, SENHOR…
b) Mt 25.11,12 = As virgens loucas baterão à porta tarde demais;
c) Mt 22.11-13 = Não há lugar no banquete sem veste nupcial;
d) Am 5.18 = Aquele será dia de trevas e não de luz;
e) Ml 3.2 = Quem pode suportar o dia da sua vinda?
4. Ele julgará as forças espirituais do mal =
a) A falsa religião = Ap 18,2,20;
b) O anticristo = Ap 19.20;
c) O diabo = Ap 20.10.5. Ele julgará a igreja = II Co 5.10 = PORQUE IMPORTA QUE TODOS NÓS COMPAREÇAMOS PERANTE O TRIBUNAL DE CRISTO. I Co 3.13 = MANIFESTA SE TORNARÁ A OBRA DE CADA UM… As obras serão testadas pelo fogo. Cristo virá para galardoar os santos. Virá para nos dar corpos glorificados. Virá para fazer novas todas as coisas. Virá para exercer justiça. Virá para entregar o Reino ao Deus e Pai.
III. QUANDO CRISTO VOLTARÁ? Não sabemos o dia nem a hora. Todos os que quiseram entrar nesse segredo de Deus caíram no ridículo – Mt 24.36. Jesus disse aos discípulos que não lhes competia conhecer o cronos e o Kairós da sua vinda (At 1.6). Podemos sim ESPERAR e APRESSAR a vinda de Jesus – II Pe 3.11,12. A segunda vinda será de surpresa = Mt 24.45-51; 25.1-13; 25.14-30. Será como a chegada do ladrão = sem aviso prévio, inesperada.. Será numa época em que as pessoas estarão duvidando da segunda vinda = Será como nos dias de Noé = Não acreditaram que viria o dilúvio e continuaram comendo, bebendo, casando e nem se importaram com o aviso solene de Deus. Vigiai, vigiai. Estai de sobreaviso. Você está preparado?Perguntaram para João Wesley: O QUE VOCÊ GOSTARIA DE ESTAR FAZENDO QUANDO CRISTO VOLTAR? = O que faço todos os dias, respondeu.
IV. COMO CRISTO VOLTARÁ?
1. Voltará pessoalmente, fisicamente = At 1.92. Voltará visivelmente = Ap 1.7; Mt 26.643. Voltará repentinamente = I Co 15.52 – Num momento = Átomo + faiscar estrela/dardejar da cauda peixe/bater asas do pássaro. Será como o relâmpago que sai do oriente e vai ao ocidente – Mt 24.27.4. Voltará gloriosamente = Mt 25.31 – Voltará cavalgando não num jumentinho, mas nas nuvens. Virá escoltado pelos anjos. A terra o céu fugirão da sua presença. Agora Ele não virá como advogado, mas como juiz. Virá não como cordeiro, mas como leão. Virá não para perdoar, mas para julgar. Será dia de glória e dia de horror. “Montes caí sobre nós.” – “Todos os povos da terra se lamentarão.” (Mt 24.30). Será dia de luz e dia de trevas. Será dia de riso e dia de choro e ranger de dentes. Será dia de alegria e dia de remorso.

CONCLUSÃO
Quando Cristo veio ao mundo os céus se cobriram de anjos. Quando Cristo morreu os céus se cobriram de trevas. Quando Cristo voltar os céus e a terra serão abalados. Os ímpios tremerão. É o dia da vingança do Deus todo poderoso. É o dia do juízo. Tudo que foi feito às ocultas virá à luz.Naquele dia Deus julgará o segredo do coração dos homens. Os livros serão abertos. Não haverá defesa. Não haverá desculpas. Quem não estiver no livro da vida será lançado no lago do fogo.Mas para os remidos será dia de glória. Dia de coroação. Dia de recompensa. Dia do banquete. Dia do consolo. Dia do descanso. Dia eterno com Jesus e para Jesus.Oh, dia glorioso! Maranata, vem Senhor Jesus!Ilustração: Ah, se eu tivesse ouvido!

Antes e depois da morte

Referência: LUCAS 16.19-31

Há uma coisa notável acerca desta passagem das Escrituras: ela é fácil de entender. Podemos discordar dela, negar sua veracidade ou desprezar seus ensinamentos, mas só uma pessoa obtusa não a entenderia.A verdade básica é que a vida é mais do que simplesmente viver, e a morte é mais do que simplesmente morrer. A morte não é o fim de todas as coisas.Há muitas especulações sobre o que acontece depois da morte. Há um profundo mistério acerca da morte e milhões de pessoas buscam os terreiros de Umbanda, os médiuns para tentar falar com os mortos. Mas isto tudo é em vão.Jesus nesse texto abre as cortinas e levanta a ponta do véu e nos mostra o que vem depois da morte: CÉU OU INFERNO.“GEENA” = lugar final dos ímpios. Esta palavra INFERNO vem do vale dos filhos de Hinon. A princípio era um lugar belo. Acaz e Manassés queimaram crianças a Moloque ali. Era o vale da matança. Josias profanou este lugar de idolatria e transformou aquele lugar no escoadouro dos lixos da cidade – e ali o bicho roía dia e noite e o fogo era inextinguível.Os homens não gostam da doutrina do inferno. É um lugar de tormento eterno. É um lugar de trevas. É um lugar de choro e ranger de dentes. É um lugar onde o fogo não se apaga. É um lugar onde o bicho não deixa de roer. É um lugar de lembranças das oportunidades perdidas. É o lugar de remorso acusador. É lugar de separação eterna de Deus.O homem sempre quis apagar as chamas do inferno. Sempre quis anular essa doutrina. Tenta fazer isso de várias formas:1. Negando que haja uma coisa chamada pecado = Se não há pecado, não há necessidade de castigo para ele, nem necessidade de um Salvador. Mas o pecado acontece 24 horas por dia: crimes, assaltos, mentira, suborno…2. Achando que se existe um inferno, ele é aqui na terra mesmo. É o que estamos vivendo = Mas no inferno não vai ter igreja, não vai ter Bíblia, não vai ter música, louvor, alegria, vida, amor, arrependimento, flores, água, filhos de Deus.3. Reencarnação – v. 314. Purgatório – v. 265. Sono da alma ou aniquilamento – v. 236. Deus é bom demais para punir alguém. Não precisamos nos preocupar com o além.7. Andar tão ocupado que não tem tempo para pensar nas coisas eternas = aprisiona a alma nas grades das atividades.TODAVIA, estas respostas e esses subterfúgios nem sempre aquietam a nossa voz interior. Nem a incredulidade nem o desprezo pode apagar as chamas do inferno. Elas permaneceram para sempre.A ira de Deus contra o pecado deve ser satisfeita em algum lugar, algum dia, de alguma forma. Quem mais falou sobre inferno foi Jesus. O inferno é uma realidade ou Jesus é um embusteiro.I. PRIMEIRO ATO: O LADO TERRESTRE DA VIDA – O QUE ACONTECE NESSE LADO DA MORTE1. O HOMEM RICO = No primeiro ato, tudo na vida desta homem rico é só beleza. Vivia em uma mansão. Tinha servos e servas. O mobiliário de sua casa era luxuoso. Carruagens do último tipo. Vivia na opulência e no prazer. Vestia-se com púrpura. Banquetes, festas, música. Vivia para si mesmo. TODOS OS DIAS SE REGALAVA EXPLENDIDAMENTE. Era religioso, pois conhecia a Abraão e o chamava de Pai.Não é o rico acusado de crimes horrendos. Não é tachado de caluniador, fraudulento, assassino, adúltero, ébrio ou imoral. Mas também, não tem tempo para Deus, não tem tempo para o necessitado à sua porta. Seu Deus é o dinheiro. Sua vida é narcisista. Vive para si mesmo. Seu negócio é o hedonismo. Seu problema não é a riqueza, mas a riqueza sem Deus. Tudo corria bem… até que um dia…O homem rico ficou doente. A morte está constantemente procurando novas vítimas. Ela entrou rudemente pela porta de frente da casa do homem rico, com as botas sujas de lama fresca, enquanto este se encontrava assentado à sua farta mesa bebendo o doce vinho da vida. A morte arrancou o copo de seus dedos cheios de anéis e lhe falou abruptamente, enquanto o homem empalidecia: VOCÊ VAI MORRER HOJE – Ele morreu.E que funeral! Todos os parentes estavam lá. Muitos amigos. As autoridades da cidade foram dar o último adeus ao ilustre cidadão. Políticos discursaram ao lado do caixão. Elogios foram tecidos ao morto. Havia flores por toda parte. A urna mortuária era toda enfeitada e cheia de riqueza. Foi um funeral cheio de pompa. A cerimônia religiosa foi pomposa. Agora todos dizem: DESCANSOU! Ah! Não se esqueça, esse é apenas um lado da história. Há mais, muito mais.2. LÁZARO = Vamos agora nos voltar para o outro personagem do primeiro ato: O POBRE HOMEM LÁZARO (Lc 16.20,21). Não gostamos de ficar observando esta cena. Basta saber que um dia o mendigo também acabou morrendo. Os gélidos dedos da morte também arrancaram a sua vida. Ele não tinha amigos, nem cortejo, nem flores, nem hinos, nem cerimônia fúnebre, pois ninguém se importava com ele.Não sabemos ao certo o que fizeram com o corpo do mendigo. Do que sabemos acerca dos cães do oriente, podemos até afirmar que eles foram os seus agentes funerários, o seu cortejo e a sua sepultura. Com um estremecimento de nojo nos afastamos dizendo: QUE TRAGÉDIA!Mas aqui vimos apenas um lado da história também. Agora Jesus levanta a ponta do véu e mostra que a vida depois da morte é real. Mostra que a sepultura não é o seu ponto final.II. SEGUNDO ATO: O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTENo primeiro ato o lado terrestre de suas vidas, um deles era extremamente rico e o outro extremamente pobre. Um sentava-se a uma mesa farta, o outro jazia junto à porta do rico mendigando uma migalha. Um é atraente pela sua riqueza, o outro é repulsivo pela sua extrema miséria. Um andava empavonado em linho finíssimo, o outro cheio de trapos. MAS HÁ DIFERENÇAS NOS HOMENS QUE NÃO APARECEM NAS ROUPAS, NAS CASAS, NAS OCUPAÇÕES.Depois da morte, o contraste no destino destes dois homens continuou, mas a sua situação se inverteu.1. LÁZARO = Quando a cortina foi levantada depois da morte do pobre, vemos anjos, cheios de alegria em servir, carregando Lázaro para o céu.LÁZARO = “Deus é meu auxílio”. Embora desprezado pelos homens, embora considerado como escória, embora na sarjeta do esquecimento, embora prostrado cheio de chagas, com fome e desejando comer as migalhas que caem da mesa do rico, embora privado do convívio humano e assediado pelos cães – Ele confiava em Deus. O RICO TINHA TUDO, MENOS DEUS; LÁZARO NÃO TINHA NADA SENÃO DEUS.No céu havia consolo, música, vestes brancas, coroas, harpas angelicais, delícias perpetuamente, a face de Jesus. NENHUM OLHO VIU… Oh! Quão cedo Lázaro se esqueceu dos seus andrajos, da fome, dos cães, das noites frias, e do homem rico que o deixou na miséria. Ele foi afinal confortado!2. O HOMEM RICO = Aquele que viveu aqui sem Deus, depois da morte, abriu os olhos e estava no lar dos desesperados. O mendigo repousou no seio de Abraão. O rico não teve repouso nenhum, pois como é possível descansar no inferno?Em Hebreus 9.27 lemos: “E assim como aos homens está ordenado…”. O julgamento não acontece nesta vida. Primeiro vem a morte, depois o juízo. Quando transgredimos as leis da natureza sofremos imediatamente = QUANDO COLOCAMOS A MÃO NO FOGO.Mas as leis de Deus podem ser aparentemente transgredidas repetidas vezes sem nenhum castigo. O homem que blasfema não parece sofrer com isto. O homem que rouba parece ter motivos para se vangloriar que vive melhor do que o que não rouba. Aquele que vive na impureza pode achar que isso é que é vida. Mas as Escrituras não dizem que toda vez que pecamos Deus envia um anjo com vara de ferro para nos bater. A Bíblia diz que Deus marcou um dia em que vai julgar os homens (At 17.31) e eles não vão poder fugir de Deus nem subornar o tribunal de Deus. Naquele terrível dia do juízo, eles vão dar conta por cada palavra frívola que proferiram. Cada ação está registrada nos livros de Deus. Cada pensamento, cada intenção está registrado. Naquele dia os livros serão abertos. Será o dia do juízo. Ah! Dia do juízo!!!O homem rico não despertou santo. A morte não é uma varinha mágica que algum anjo agita sobre os moribundos, transformando todo o pecado em justiça, varrendo toda maldade, apagando todo o passado e transformando o pecador em filho de Deus.As pessoas gostam de crer que tudo vai bem e que todos estarão bem, tão logo morram. Mas o fato persistente é que as identidades não se alteram com a morte. Não foi outro homem que se despertou na eternidade. Foi o mesmo. E despertou para saber que…a) O inferno é um lugar de tormento – v. 23b) O inferno é um lugar de onde se vê o gozo do céu – v. 23bc) O inferno é um lugar onde não há consolo – v. 24,25d) O inferno é um lugar de onde não se pode sair – v. 26e) O inferno é um lugar onde o pedido de socorro não é atendido – v. 27f) O inferno é um lugar de lembranças amargas – v. 27,28g) O inferno é um lugar de onde não se pode mais ajudar a família – v. 28-30.Para este homem já era tarde demais para ajudar a sua família. O desejo estava ali, mas a oportunidade passara para sempre.Observem que ele não ignorava o caminho da salvação. Ele sabia que seus 5 irmãos precisavam de alguém que lhes falasse acerca da salvação. Ele perdera a sua oportunidade e perdera a sua alma e a oportunidade de ajudar a sua família.Talvez ele fosse covarde. Talvez tivesse medo do que a sua família pudesse pensar caso ele se voltasse para Deus. Mas agora já não tinha mais medo. Talvez por causa da sua posição de rico, ele tivesse considerado a crítica dos seus amigos como um preço alto demais para pagar se andasse nos caminhos do Senhor. Mas agora tudo havia acabado. Era tarde demais.Não há poder que nos salve depois da morte. A grito TEM MISERICÓRDIA DE MIM obteve uma única resposta: FILHO LEMBRA-TE. O abismo fora fixado. Os limites estabelecidos. O destino determinado. O QUE É A ETERNIDADE?CONCLUSÃO · Homem não tem de fazer nada para ir para o inferno. Com suas virtudes e predicados morais, ele é um pecador perdido. Mesmo sendo religioso e honrado cidadão ele está condenado, se não crer em Jesus. Não é preciso roubar, matar, adulterar. Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.· Para ir para o céu é preciso NASCER DE NOVO. CRER EM CRISTO COMO SENHOR E SALVADOR. (At 4.12; Jo 14.6; Jo 5.24)Se você morrer agora, para onde vai a sua alma: para o céu ou para o inferno? Ilustração: O SONHO DE WESLEY: foi ao inferno e ao céu.