Aproveite o máximo estes esboços na pregação da palavra de Deus, e você vai crescer no conhecimento do Senhor. Nesse Blogger vocês encontrarão enes cursos sobre pregação e esboços, e muito conteúdo para encher os esqueletos dos sermões etc. Shalom adonai sobre vocês sempre em nome de Jesus Cristo. Agradeço a sua atenção!
sábado, 8 de junho de 2013
Mitos que ameaçam o casamento
Ministro, bênção ou maldição
Malaquias 2.1-9
Referência: Malaquias 2.1-9
INTRODUÇÃO
1. A obediência produz bênção, enquanto a desobediência acarreta maldição – Dt 28:2,15A desobediência de Israel foi a causa do exílio na Babilônia (Dt 28:64-67). Com a volta do cativeiro, a monarquia não é mais restaurada. Israel deixa de ser uma nação política e se torna um rebanho religioso. Nesse contexto, o sacerdote é a figura principal. Ele também exercia o ministério docente e profético (Ne 8:1-8).Agora, Deus está advertindo novamente sobre a maldição. Estava estava sendo provocada pelos sacerdotes (2:2). Ela veio e Israel ficou mais 400 anos sem voz profética, mergulhado em profundas angústias. A ausência de profetas foi um duro golpe em Israel e se tornou um marco histórico dolorido, uma verdadeira calamidade.2. A liderança espiritual nunca é neutra, ela é uma bênção ou uma maldiçãoO desvio do povo começou na sua liderança. Primeiro os sacerdotes se corromperam, desprezando o nome de Deus, depois o povo começou a trazer animais cegos, coxos, doentes, dilacerados para Deus.Quando os líderes não honram a Deus, o povo se desvia. O profeta Oséias já alertara em nome de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento…” (Os 4:6).
I. AS BÊNÇÃOS MINISTERIAIS TRANSFORMADAS EM MALDIÇÃO – v. 1-41. A natureza da maldição sobre as bênçãosa) A maldição cai sobre os próprios ministros (v. 2) – “…enviarei sobre vós a maldição”. Isto é o reverso da promessa original para a obediência: “eu enviarei minha bênção sobre ti”.b) A maldição cai sobre as próprias bênçãos dadas pelos ministros (v. 2) – “…e amaldiçoarei as vossas bênçãos”. Deus não diz: eu vou enviar a maldição em vez de bênção. Ele diz: eu vou amaldiçoar as vossas próprias bênçãos. Quando os sacerdotes levantavam as mãos para abençoar (Nm 6:24-26), em vez de receber bênção, o povo recebia maldição.2. A razão da maldição sobre as bênçãosa) Porque os ministros negligenciaram a Palavra de Deus (v. 2) – “Se o não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração…”. Esse oráculo foi endereçado especificamente aos líderes (2:1). A palavra hebraica miswa indica que não se pode recorrer do castigo que será pronunciado. Deus está enviando uma sentença irrecorrível, porque os pregadores relaxaram em instruir o seu povo na Palavra. Os homens que deviam ensinar a Palavra de Deus não estavam fazendo isso adequadamente. Hoje, há igrejas cujos pastores são desencorajados a estudar, por acharem que isso é carnalidade. Devem abrir a Bíblia ao acaso e o que saltar aos olhos do pregador é o que se deve pregar. Depois, ainda dizem: “Foi o Senhor que mandou”. Os pecados do líder são os mestres do pecado. Se ele despreza a Palavra de Deus, é instrumento de maldição e morte e não de bênção e vida.b) Porque os ministros desprezaram o nome de Deus (v. 2) – “… se não propuserdes dar honra ao meu nome”. Honrar significa “dar peso, mostrar atenção, considerar como importante”. O nome de Deus estava sendo desonrado pela vida dos ministros, pelas ofertas trazidas à sua casa, pela falta de fervor espiritual do povo. Quem não vive para a glória de Deus, vive de forma vã. Os pregadores não apenas negligenciaram a Palavra, mas também não a colocaram em prática.3. As implicações da maldição sobre as bênçãosa) Uma descendência reprovada (v. 3) – “Eis que vos reprovarei a descendência…”. A palavra descendência no hebraico é semente. Assim, essa expressão foi interpretada de duas maneiras: 1) Pode ser que as colheitas serão fracas – fazendo os dízimos e ofertas diminuírem. Corta o sustento dos sacerdotes; 2) Pode significar a posteridade – Uma diminuição contínua de pessoas e colheitas era o julgamento de Deus.b) Uma liderança desonrada (v. 3) – “… atirarei excremento aos vossos rostos, excremento dos vossos sacrifícios”. Como eles trouxeram o pior para Deus, agora eles recebem o pior de Deus. Como eles afrontaram a Deus, agora são desonrados por Deus. Jogar algo no rosto de uma pessoa era uma ofensa muito grave. Deus envergonha publicamente os sacerdotes.c) Uma liderança rejeitada (v. 3) – “… e para junto deste sereis levados”. O excremento dos sacrifícios devia ser levado para fora do arraial e queimado (Ex 29:14; Lv 4:11). Para Deus os que ofereciam sacrifícios sem valor eram tão revoltantes que eles e seus sacrifícios deveriam acabar no depósito de esterco, longe da presença de Deus. Os sacerdotes seriam tirados do templo e seriam lançados numa montanha de excremento. Os sacerdotes seriam depostos. Eles não continuariam no ministério. Eles seriam rejeitados por Deus. Exemplo: Belsazar.d) Uma liderança que só atenta para Deus quando é tarde demais (v. 4) – “Então sabereis que eu vos enviei este mandamento…”. Muitos ministros, muitos líderes vão continuar desonrando a Deus, desprezando a Palavra de Deus até serem apanhados e envergonhados em público.
II. A BÊNÇÃO DE SER UM VERDADEIRO MINISTRO – v. 5-71. Um verdadeiro ministro mantém um profundo relacionamento com Deus – v. 5,6“…com efeito ele me temeu, e tremeu por causa do meu nome… andou comigo em paz e em retidão”.Andar com Deus é mais importante do que trabalhar para Deus. Deus é mais importante que a sua obra. Jesus chamou os doze apóstolos para estarem com ele, só, então, os enviou a pregar.Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que nós fazemos. Ele não quer ativismo vazio, ele quer vida no altar.2. Um verdadeiro ministro é incorruptível na doutrina – v. 6“A verdadeira instrução esteve em sua boca”.Há uma profunda conexão entre o que o homem fala e o que homem é (Sl 15:2; Pv 18:4; Mt 12:33-37; Lc 6:45. Tg 1:26; 3:1-12).Um ministro que sonega a Palavra de Deus ao povo, que torce a Palavra de Deus e diz ao povo o que Deus não está dizendo, é um falso ministro, um falso profeta.Hoje estamos vendo a igreja evangélica em profunda crise. Há desvios sérios: 1) Liberalismo; 2) Sincretismo; 3) Pragmatismo; 4) Ortodoxia morta.O apóstolo diz: “… No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tt 2:7,8).3. Um verdadeiro ministro é estudioso e proclamador da Palavra de Deus – v. 7“Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque é mensageiro do Senhor dos Exércitos”.Há muitos ministros preguiçosos, que não estudam a Palavra. Dão palha, em vez de pão ao rebanho. Alimentam o povo de Deus com o refugo das ideias humanas, em vez de apresentar-lhes o banquete rico das iguarias de Deus.Outros ministros perderam a paixão pela proclamação da Palavra de Deus. Precisamos resgatar o entusiasmo pela pregação da Palavra de Deus. Somos mensageiros de Deus! A única forma de vermos uma nova reforma na Igreja é uma volta à Palavra, a pregação fiel da Palavra!4. Um verdadeiro ministro é um ganhador de almas – v. 6“… e da iniquidade apartou a muitos”. O verdadeiro ministro é bem-sucedido em seu trabalho. A Bíblia diz que um planta, outro rega. A uns Deus usa para evangelizar; a outros Deus usa para edificar os salvos.Precisamos reacender em nosso coração a paixão pela evangelização. A igreja não vive para si mesma. A igreja evangeliza ou morre. Uma igreja que não evangeliza não pode ser evangélica. A igreja é uma agência missionária ou um campo missionário.Há uma recompensa para os ganhadores de alma: “… os que a muitos conduzirem à justiça, resplandecerão como as estrelas sempre e eternamente” (Dn 12:3).
III. A MALDIÇÃO DE SER UM FALSO MINISTRO – v. 8-91. Um falso ministro não anda com Deus em fidelidade – v. 8,9“Mas vós vos tendes desviado do caminho [...] violastes a aliança de Levi [...] visto que não guardastes os meus caminhos”.Há um declínio vocacional. O fracasso tinha seu início na vida pessoal dos sacerdotes. Tinham vidas indignas e ensinos errados. Sua vida não é pautada pela verdade. Sua conduta é incompatível com o seu ministério. Sua vida reprova o seu trabalho. Há um abismo entre o que ele se propõe a fazer e o que ele vive.Estamos vivendo uma crise moral na liderança evangélica brasileira: pastores caindo em adultério, pastores abandonando a sã doutrina, escândalos de toda sorte irrompendo dentro das igrejas.2. Um falso ministro perverte o ensino da Palavra de Deus – v. 8“Violastes a aliança de Levi… E por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos”.Os sacerdotes tentaram obter popularidade mudando a lei de Deus. Eles bandearam para o pragmatismo. A teologia está errada e a vida está errada. Quando os ministros deixam de lado a sã doutrina, a vida deles se corrompe. A impiedade leva à perversão. A heresia sempre desemboca em imoralidade.Oh! quantos desvios doutrinários hoje! Quantos abusos contra a santa Palavra de Deus. O povo de Deus está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento. Há lobos travestidos de pastores. Muitos hoje estão vendendo a graça de Deus. A igreja passou a ser uma empresa particular, o evangelho um produto, o púlpito um balcão, os crentes consumidores.Há morte na panela nos seminários, nos púlpitos, nos livros, nas músicas.3. Um falso ministro é pernicioso em seu ensino e exemplo – v. 8“… e por vossa instrução, tendes feito tropeçar a muitos”.Os sacerdotes não somente falharam em ensinar o povo a guardar a lei, mas eles ensinaram o povo, pelo mau exemplo, a desobedecer a lei.Em vez de andar na luz, anunciar a verdade, os falsos ministros torcem a Palavra de Deus, ensinam o erro, e desviam as pessoas de Deus, em vez de levá-las ao conhecimento de Cristo.Em vez de serem ministros da reconciliação, são pedra de tropeço. Em vez de bênção, são maldição.Jesus denunciou os fariseus pelo seu proselitismo apóstata (Mt 23:13-15). Não podemos separar mensagem de vida.4. Um falso ministro é parcial na aplicação da lei – v. 9“… e vos mostrastes parciais no aplicardes a lei”.A igreja não pode advertir uns e cortejar outros. Os sacerdotes, às vezes, exerciam funções judiciais (Dt 17:9-11). Os juízes não deviam demonstrar parcialidade com ricos nem com pobres (Lv 19:15).Um falso ministro não é regido pela verdade, mas pela conveniência. Ele nunca busca honrar a Deus, mas ganhar o aplauso dos homens. Ele não visa a glória de Deus, mas o lucro. Ele tem dois pesos e duas medidas. Ele favorece uns e penaliza outros. Sua consciência não é cativa da verdade.A Bíblia nos exorta a não fazermos acepção de pessoas.5. Um falso ministro será desacreditado em público – v. 9“Por isso também eu vos fiz desprezíveis e indignos diante de todo o povo…”.Deus não honra aqueles que não o honram. Aqueles que são líderes terão um julgamento mais severo. O líder será apanhado pelas próprias cordas do seu pecado. Quem zomba do pecado é louco.Os falsos ministros serão expostos ao vexame, ao opróbrio público e serão banidos do ministério.
CONCLUSÃO
1. O perigo da liderança violar a aliança do SenhorOs sacerdotes violaram a aliança do sacerdócio por três razões: Primeiro, desobediência à Palavra de Deus; segundo, corrupção no ensino da Palavra de Deus; terceiro, parcialidade no aplicar a Palavra de Deus.Os sacerdotes cometeram dois graves erros: Primeiro, deixaram de andar com Deus; segundo, quiseram lisonjear os homens.Os sacerdotes não podem pecar sozinhos nem cair sozinhos. Eles sempre arrastam outros consigo.Se uma pessoa se recusa a ser ensinada pelo preceito, será ensinada pelo julgamento (v. 3,4).Opróbrio público é o destino de todo líder infiel.2. A oportunidade da liderança ser uma bênção nas mãos do SenhorSe nós esperamos de Deus bênçãos, devemos dar a ele obediência (v. 5).Um verdadeiro ministro usualmente terá a alegria de levar outros a Cristo (v. 6,7).
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Ceifeiros da última hora
TEXTO: Joao 4.35 - Vocês não dizem: Daqui a quatro meses haverá a colheita? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.(nvi).
João 4.35 - Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.(biblia versão viva).
INTRODUÇÃO: o capítulo 4 do evangelho de João nos ensina preciosas lições comportamentais do senhor da seará a o salvar uma mulher samaritana. umas das primeiras lições que temos que vivermos no processo de ir em busca dos perdidos é deixarmos todo preconceito religioso e nacionalista, pois para os judeus os samaritanos nao podem pertecer ao povo eleito de Israel e serem salvos por Deus, mais Jesus removeu e ultrapassou todas as barreiras que impedia os homens de se aproximarem uns dos outros e serem salvos da perdição eterna. jesus dixou a Judéia e foi outra vez para a Galiléia e no trajeto ele passou no território samaritano intencionalmente. para um judeu passar por Samaria era passar pelo inferno...quando um judeu iam para a galileia não escolhia o trajeto mais curto, eles percorriam a estrada que passava longe de Samaria. quantas vezes ja passamos longe dos pescadores para preservar a santidade de Deus comedo de pecarmos, como vamos ganhar os pecadores para Cristo se nao comunicarmos as boas novas de salvação. a nossa religiosidade e crença não deveria nos afastar dos perdidos pegadores, se a nossa crença nao nos aproxima dos pecadores então a nossa crença nao é verdadeira, mas é preconceituosa e fanática e porque nao dizer herética.
TEMA: Quais são as verdadeiras características de uma verdadeira espiritualidade dos ceifeiros da última hora?
PRIORISAM O TEMPO - (ainda falta quatro mês).
ÂNIMOSIDADE - (levantai).
VISÃO OBJETIVA - (vede).
CONQUISTADOR DE TERITÓRIO - (os campos estão brancos para ceifa).
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Deus no banco dos réus
Referência: Malaquias 2.17 – 3.1-5
INTRODUÇÃO
1. Um tribunal é estabelecido O livro de Malaquias trata de sete audiências. Deus fala, o povo faz a réplica e Deus a tréplica.2. Uma acusação é formalizadaA acusação contra Deus é de que ele não é ético: não apenas deixando de premiar o bem, mas comprazendo-se no mal.3. Uma defesa é feitaDeus sai do banco dos réus e prova que a acusação contra ele é falsa, e apresenta-se como testemunha e juiz para condenar os impenitenes e restaurador do seu próprio povo.4. Uma sentença é lavradaDeus julga o impenitente, mas restaura o seu povo.
I. OS ACUSADORES DE DEUS
1. Os acusadores de Deus são ingratosOs acusadores não são de nações pagãos, estranhos à aliança, mas o próprio povo de Deus.Os acusadores são aqueles a quem Deus tem amado, protegido, libertado.Os acusadores são aqueles que deveriam estar adorando a Deus, em santidade de vida, mas estão se insurgindo contra ele, levantando acusações falsas contra ele, torcendo a verdade, disseminando o erro.A pergunta deles queria dizer: “Onde está a prova de que existe alguma mão divina dirigindo os negócios humanos?”2. Os acusadores de Deus são insensíveisEles estão enfadando a Deus com suas palavras e com os seus pecados, mas não sabem que estão enfadando a Deus. Eles falam e agem contra Deus, mas não tem percepção disso. Estão anestesiados, cauterizados, insensíveis.3. Os acusadores de Deus são equivocadosEles tinham uma idéia completamente falsa de sua missão. Esperavam que ele viesse destruir as potências dos gentios e restaurar o poder de Israel, mas não estavam preparados para a obra que ele realizaria na purificação dos judeus.Eles esperavam que com a reconstrução do segundo templo, fatos milagrosos acontecessem como aconteceu com o primeiro templo.Eles esperavam que com o retorno da Babilônia, Deus enviasse o seu Messias para quebrar o poder do jugo estrangeiro e fizesse deles, judeus, uma nação poderosa.Eles tinham expectativas claras de que Deus os exaltasse aos olhos das nações, mas ainda estavam sob o jugo estrangeiro, enquanto os pagãos se fortaleciam.Eles tinham a expectativa de Messias político, guerreiro. Eles esperavam que Deus os exaltasse, mesmo em seus pecados.
II. A ACUSAÇÃO CONTRA DEUS
1. Deus é acusado de ser passivo diante do que acontece no mundo – 2.17a) A questão da prosperidade do ímpio – Este questionamento não era novo: Por que um homem leva uma vida séria, decente, cumpre seus deveres, paga os impostos devidos e está sempre marcando passo. Já o outro é corrupto, vive burlando as leis, roubando, corrompendo, maquinando contra o próximo e prospera?1) Asafe – Por que os ímpios prosperam e ele a cada manhã é castigado? Depois da sua angústia, Asafe afirma: “Até que entrei no santuário de Deus, então percebi o fim deles”.2) Jeremias – “Justo és, ó Senhor, quando entro contigo num pleito; contudo, falarei contigo dos teus juízos. Por que prospera o caminho dos perversos, e vivem em paz todos os que procedem perfidamente?” (12:1).3) Habacuque – “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me responderás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? [...] Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hc 1:2-4).4) Sofonias – “…O Senhor não faz bem, nem faz mal” (1:12).5) Malaquias – “…Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do Senhor, e desses é que ele se agrada; ou: Onde está o Deus do juízo?” (3:17).6) As calamidades naturais7) A injustiça social8) A depravação moral2. Deus é acusado de ser parcial e imoral em seus julgamentos – 2:17Eles fazem três pesadas acusações contra Deus:a) Impunidade no julgamento – “…Qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do Senhor”. Eles acusam Deus veladamente de não recompensar o bem, mas de premiar o mal.b) Corruptibilidade no caráter – “…e desses é que ele se agrada”. Eles atacam o caráter santo de Deus. Eles acusam Deus de deleitar-se no pecado e agradar-se do pecador.c) Inatividade na providência – “Onde está o Deus do juízo?” – Acusam Deus de ser omisso na história, de ser lerdo nas intervenções. Mas, eles é que eram cegos. Deus agiu no dilúvio, em Sodoma, no cativeiro babilônico. Deus agirá no futuro.III. A DEFESA DE DEUSTodas as acusações contra Deus eram falsas. Emanaram de pessoas ingratas, corrompidas e equivocadas. Deus é santo, tem o controle da história e manifestará o seu julgamento contra aqueles que pervertem a sua lei.Diante da pergunta: “Onde está o Deus do juízo?” o Senhor responde: O Deus do juízo virá. Malaquias fala da primeira e da segunda vinda ao mesmo tempo. Como ele virá?1. O Deus do juízo virá certamente – (3:1)Deus está com as rédeas da história nas mãos. Pode parecer que os grandes impérios é que estão no controle, que os poderosos é que dirigem a história. Mas Deus é quem está assentado no trono. Ele é quem governa. Ele levanta reis e abate reis. Ele virá para estabelecer o seu Reino de justiça!2. O Deus do juízo virá inesperadamente – (3:1)Ele virá repentinamente. Quando ele veio em sua primeira vinda Herodes não o esperava e toda a Judéia ficou turbada. Quando ele vier na sua segunda vinda, virá como o ladrão, inesperadamente.Sua vinda será como nos dias de Noé: as pessoas estarão cuidando de seus próprios interesses e não se aperceberão quando ele chegar.3. O Deus do juízo virá oportunamente – (3:1)O Senhor enviará o seu mensageiro para preparar o caminho (Is 40:3). João Batista veio como precursor. Seu ministério foi aterrar os vales, nivelar os montes, endireitar os caminhos tortos e aplainar os caminhos escabrosos.Malaquias diz que antes do dia do Senhor, viria o profeta Elias (4:5). Mateus 11:14 diz que João Batista é o Elias. O espíritas pensam que João Batista foi uma reencarnação de Elias. Mas Elias não morreu, por isso, não poderia se reencarnar. Ainda, a Bíblia explica que João veio no espírito e no poder de Elias (Lc 1:17) e não como reencarnação de Elias. A identificação não é corpórea, mas de ministério. Zacarias apontou para João Batista como esse mensageiro: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos” (Lc 1: 76).Na segunda vinda precisamos também nos preparar. Jesus alertou sobre a necessidade de vigiarmos. A taça do juízo não é derramada antes da trombeta do alerta.4. O Deus do juízo virá majestosamente (3:2)Eles acusavam Deus de parcial, mas queriam um Deus parcial, alguém que viria para premiá-los, para promovê-los. Ele haviam criado um deus doméstico. Mas Deus é o soberano do universo. Ele vem como juiz de toda a terra.A questão agora, não se ele vem, mas quem poderá suportar a sua vinda? Ele vem para perscrutar, para julgar. Você está preparado?O profeta Amós diz que o dia do Senhor será dia de trevas e não de luz para aqueles que esperam o favor de Deus, mas permanecem em seus pecados (Am 5:18-20).5. O Deus do juízo virá restauradoramente – (3:2-4)a) Deus é como o fogo do ouvires (v.2) – O propósito do ourives é purificar e não destruir. O fogo destrói a escória e purifica o ouro. Esse é um processo doloroso, mas necessário. O fato de Deus nos colocar na fornalha prova duas coisas: 1) Somos preciosos para Deus – Deus jamais iria depurar algo imprestável; 2) Somos propriedade exclusiva de Deus – Somos genuínos. O ponto que ourives quer chegar é olhar para o ouro puro e ver refletido nele a sua imagem.b) Deus é como a potassa dos lavandeiros (v.2) – A potassa era como sabão, tirava as manchas, a sujeira. O fogo purifica internamente, a potassa lava externamente.c) Deus é o derretedor e purificador do seu povo (v.3) – Deus virá para fazer uma obra não apenas por nós, mas em nós. Deus quer líderes puros. Ele primeiro derrete, depois purifica. Esse é um processo difícil. Ele nos derrete e nos molda. Deus é o purificador dos filhos de Levi. Nós somos uma raça de sacerdotes. Somos adoradores. Nossa vida precisa ser íntegra, para que nossa oferta seja aceitável.d) Deus é o restaurador do ofertante e da oferta (v.3,4) – o propósito de Deus é restaurar o adorador e a oferta. A vida precede o culto. Primeiro Deus aceita a vida, depois a oferta. Deus tem saudade do passado, do tempo que o povo lhe trazia ofertas agradáveis (Jr 2:2; Ap 2:4).6. O Deus do juízo virá condenatoriamente – (3:5)Deus chega para juízo e o juízo começa pela Casa de Deus. Deus chega e se apresenta como testemunha veloz não a favor, mas contra aqueles que praticam o pecado. Deus prova que a acusação contra ele é infundada. No tribunal Deus se levanta contra:a) Os feiticeiros – A feitiçaria e o ocultismo sempre ameaçaram a nação de Israel. Por isso, os profetas condenaram de forma tão veemente os casamentos mistos, porta de entrada do ocultismo na vida do povo de Deus. O ocultismo hoje está na moda. Moisés enfrentou os magos. Saul envolveu-se com uma médium. Pedro confrontou a bruxaria de Simão, o mágico. Envolver-se com ocultismo é envolver-se com demônios.b) Os adúlteros – Malaquias mostrou no capítulo 2:10-16, que alguns homens estavam abandonando sua mulher para casar com mulheres pagãs. Estavam cometendo adultério. Estamos vivendo hoje a derrocada da família. Famílias destroçadas produzem igrejas fracas. A idolatração do sexo. A banização do sexo. O homossexualismo, a pornografia, a imoralidade estão sodomizando a cultura ocidental.c) Os que juram falsamente – Muitos homens estavam cometendo perjúrio, quebrando os votos conjugais. Os mentirosos não herdarão o reino de Deus. A mentira tem procedência maligna. Muita gente já foi ferida de morte com a língua. Ela é fogo, veneno.d) Os que defraudam o salário do jornaleiro – Enriquecer com o suor do pobre, sonegando-lhe o pão é algo grave aos olhos de Deus. O sangue do justo fala ao ouvido de Deus, bem como o salário do jornaleiro retido com fraude (Lv 19:13; Tg 5:4).e) Os que oprimem a viúva e o órfão, e torcem o direito do estrangeiro – Deus é o defensor daqueles que não têm vez nem voz.
CONCLUSÃO
1. Os acusadores agora estão no banco dos réusO Deus do juízo virá, mas eles não suportarão a sua vinda. Ele virá, mas eles serão julgados e condenados.2. A causa da condenação dos réus é declaradaOs acusadores de Deus, tornaram-se réus condenados porque não temeram a Deus. Quando o homem perde o temor de Deus, ele perde o referencial do certo e do errado. Quando ele perde o temor de Deus ele corrompe (Ne 5:15).A nossa geração está perdendo o temor de Deus e se chafurdando em um pântano lodoso.Oh! que nos preparamos para o glorioso dia de Deus. Aquele dia será de glória indizível para os remidos, mas de trevas para os despreparados!Quando ele “se chegar para o juízo” a pergunta “onde está o Deus do juízo?” será respondida!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
A Pregação e o Perigo do Comprometimento
É óbvio que hoje Paulo seria visto como um extremista, pois vi- vemos numa época em que não há lugar para homens assim. Mas não desejamos chamá-lo de extremista. Podemos descrevê-lo como um homem sem rodeios; e isto é o que nossa época necessita, mais do que qualquer outra coisa, homens que sejam francos em proclamar o evangelho, tal como ele foi entregue aos apóstolos, pelo Espírito do Senhor, em sua própria Palavra.
Primeiramente, vejamos o que está implícito quando usamos a expressão “comprometimento na pregação”. Nisso, há dois fatores envolvidos. O primeiro é que existe uma norma ou um padrão que tem de ser preservado puro e completo. O outro fator implícito é que existe um poder ou uma influência contrária. Comprometer a pregação significa conceder tanto à influência ou ao poder contrário, a fim de que nosso ponto de vista ou nossa mensagem possa ser abraçada por aqueles que defendem o outro ponto de vista. É uma espécie de barganha. Isto é algo muito proeminente na vida contemporânea. Aonde quer que você vá, sempre encontra homens barganhando, a fim de que outros aceitem o que eles têm a dizer.
Isso existe em escala internacional. Estadistas se reúnem, por exemplo, de tempos em tempos, em diferentes partes do mundo; e, em todas as suas reuniões barganham na esperança de fazerem certas concessões, para cada lado, de modo a alcançarem algo que satisfará ambos os lados. Quando pensamos no relacionamento entre patrões e empregados, encontramos a mesma coisa. E no âmbito eclesiástico isso é ainda mais prevalecente. Para que haja união entre as igrejas, espera-se que umas façam concessões a outras.
Expressando-o de forma mais clara e simples, comprometer significa dizer: “Se você me der dois centavos, eu lhe dou um centavo, e ficamos quites”.
Esse é o princípio que norteia o comprometimento; e a sabedoria desse mundo o aprova, dizendo: “Meio pão é melhor do que pão nenhum”. Se você se mantiver firme em seus princípios e recusar abrir mão de qualquer coisa, a outra pessoa será tão teimosa quanto você. Aonde você chegará? A lugar nenhum. Mas a sabedoria dos céus afirma algo diferente: “Ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”.
Quanto à pregação do evangelho, nossa norma ou padrão é aquilo que está declarado na Palavra de Deus, e, ao proclamarmos essa mensagem, nos defrontamos com muitas teorias contrárias propostas em nome do mesmo evangelho. É exatamente nisso que está o perigo. Os pregadores precisam ser cuidadosos em declarar todo conselho de Deus. Ao pregar o evangelho, precisamos ter o cuidado de pregar cada aspecto do evangelho. Não temos o direito de ignorar qualquer parte do conselho de Deus. Já ouvi alguém dizer: “Ah! eu creio na doutrina da eleição, mas não a proclamo”. Nenhum homem que, em nome do evangelho, anuncia a Palavra de Deus, tem o direito de reter qualquer parte da Palavra e dizer: “Eu creio nisso, mas não o ensino, porque as pessoas não estão preparadas para aceitá-lo”. Deus sabe melhor do que nós. A doutrina da eleição está em sua Palavra para ser anunciada por aqueles que proclamam essa Palavra. Temos de pregar todo o conselho de Deus, e não deve haver qualquer modificação nessa mensagem. Ele requer que mantenhamos o padrão da Palavra que nos foi entregue — “Mantém o padrão das sãs palavras” (2 Tm 1.13).
Consideremos, em segundo lugar, como podemos comprometer o evangelho. Entretanto, antes de tratarmos deste assunto, permitam-me dizer que, como pregadores do evangelho, precisamos usar o bom senso. Não há qual- quer ocasião para sermos desnecessariamente ofensivos. Alguns pregadores são descuidados na abordagem que utilizam. Parecem estar dizendo a coisa errada. Como pregadores, é provável que acabemos ofendendo alguém, e não somos capazes de impedi-lo. A fidelidade tal- vez exija isso, mas quero dizer que não devemos ser desnecessariamente ofensivos. Precisamos cuidar para não demonstrarmos preconceito; pois se despertamos preconceitos em nossos ouvintes, isso fechará a porta de suas mentes àquilo que temos a dizer-lhes. Precisamos cuidar também para não fatigar nossos ouvintes. Há alguns pregadores que têm dificuldade em saber quando parar. Lembro-me de nosso velho diretor McCulloch, de Glasgow, que costumava falar com freqüência acerca “daquele dom fatal da fluência”. Temos de usar nosso bom senso. Entretanto, no momento em que nos deparamos com outro evangelho, não podemos nos demorar pensando em evitar a ofensa. Temos uma batalha a travar em nome de nosso Senhor.
De que maneira estamos sujeitos ao comprometimento? Podemos comprometer o evangelho ao procurar agradar nossos ouvintes. Gostamos de agradar as pessoas; isso é bastante natural. Ficamos felizes quando as pessoas dizem que apreciam nossa mensagem. Existe, portanto, o perigo de irmos longe demais ao pro- curarmos agradar nossos ouvintes. Talvez cheguemos ao ponto de nos afastarmos da verdade. Outra maneira de nos comprometermos é pregar apenas um aspecto do evangelho. Existem dois aspectos no evangelho: um é magnífico, o outro, tenebroso. As pessoas naturalmente gostam de ouvir sobre o aspecto magnífico do evangelho; gostam de ouvir sobre o amor de Deus, o poder de Cristo para salvar, as coisas que aguardam aqueles que se entregaram ao Senhor, a plenitude das promessas e assim por diante. Nós gostamos muito de ouvir essas coisas, mas não podemos negligenciar o outro aspecto do evangelho, onde existem as sombras. Temos de lidar com o pecado, revelando-o em sua triste realidade bíblica, como uma ofensa indizível à santa lei de Deus. Precisamos abordar as conseqüências da negligência ou da rejeição do evangelho, por parte de nossos ouvintes. Essas coisas não podem ser escondidas. Se pregarmos apenas um aspecto do evangelho, somos culpados de comprometimento.
Existe, também, o comprometimento de fazermos muitas concessões ao modernista. Para enfrentarmos o modernista, talvez achemos aconselhável fazer-lhe certas concessões. Mas não temos necessidade de ceder nada, porque, afinal de contas, nada temos em comum com ele. Ele é inimigo do Senhor Jesus Cristo e inimigo daquela fé que professamos. Não deveríamos tentar aprimorar o evangelho. Não pode- mos melhorá-lo; é presunção tentarmos melhorar aquilo que Deus, em sua perfeição, nos outorgou. Se começarmos a brincar com o evangelho, diminuindo aqui e acrescentando ali, para torná-lo mais aceitável aos nossos ouvintes, não podemos esperar que Deus abençoe aquilo que Ele não outorgou. Temos de pregar o evangelho assim como ele se encontra na Palavra de Deus; e, quando nos propomos a expor um texto, precisamos declarar exatamente o que o texto afirma.
Por que os homens esperam que nos comprometamos? A razão fundamental é que os homens, por natureza, possuem uma aversão inata pelo evangelho. Existem verdades agradáveis no evangelho; eles estão preparados para ouvir apenas essas. Há outras verdades, entretanto, que eles não estão preparados para aceitar. Em relação a estas, eles esperam que nos comprometamos. Eles prefeririam que nada falássemos sobre tais verdades. Vejamos algumas verdades a respeito das quais eles esperam que comprometamos o evangelho:
A primeira é a doutrina da ruína do homem por causa da Queda — a total corrupção de nossa natureza.
Os homens gostam que mantenhamos oculta essa doutrina. Eles não gostam de ouvir que, através da Queda, perdemos a comunhão com Deus, estamos debaixo de sua ira, de sua maldição e somos incapazes de cumprir sua lei. Entretanto, devemos pregar essa verdade continuamente para que os homens compreendam que são pecadores. A primeira coisa necessária na apresentação do evangelho é mostrar aos homens sua necessidade como pecadores. Somente então eles podem valorizar o evangelho. Portanto, a doutrina da depravação total do homem é uma verdade que devemos proclamar constantemente logo de início, não importa em que situação esteja nosso auditório ou de quem ele seja constituído.
Outra verdade que espera-se não mencionemos é o fato de que as obras humanas são totalmente inúteis. Os homens não gostam de ouvir isso. Eles querem receber o mérito por suas boas obras. Estão procurando ser tão bons quanto podem e fazer tanto bem quanto são capazes. E, quando ouvem que isto não vale nada diante de um Deus santo, os homens sentem-se ofendidos. Mas é exatamente isso que os homens precisam ouvir hoje. Eles precisam ouvir que aos olhos do Altíssimo suas boas obras não passam de “trapos de imundícia” e que tais boas obras não lhes trarão qualquer proveito no que se refere à salvação de suas almas.
Há outra verdade sobre a qual as pessoas gostariam que não falássemos: o fato de que não temos nenhuma participação em nossa salvação. Os homens querem sentir que podem fazer alguma coisa. Desejam ter pelo menos uma pequena parte da glória de sua própria salvação. Mas devemos ensinar aos pecadores que eles não podem desfrutar a doçura da salvação do Redentor, enquanto não se prostrarem aos pés da soberana misericórdia de Jesus Cristo. Somos absolutamente dependentes da soberana vontade de um Deus misericordioso. Temos de proclamar isso e jamais ocultá-lo.
Também é muito desagradável aos homens ouvirem que, se desejam a salvação de suas almas, precisam separar-se do amor e da prática do pecado. Em outras palavras, eles precisam arrepender-se. Vivemos em uma época quando os pregadores parecem tentar fornecer um atalho para os pecadores, trazendo-os a Cristo por meio da decisão, de modo que o arrependimento fique de lado. O pecador tem de vir pelo caminho exposto na Palavra — o velho caminho do arrependimento, da tristeza e da separação do pecado.
Outra doutrina que eles prefeririam que não mencionássemos é a da eterna punição do pecado. As pessoas não querem ouvir sobre isso. Quanto menos pregarmos a esse respeito, maior aprovação teremos do povo. Mas precisamos ser fiéis, e, como mensageiros do Senhor, a aprovação que nos deve preocupar não é a dos homens, nem mesmo a do povo de Deus, e sim a aprovação de nosso Senhor.
Por último, consideremos o efeito do comprometimento. Com- prometer o evangelho é o mesmo que ser infiel ao nosso Senhor e isto entristece o seu Espírito. Não importa o motivo que temos para o comprometimento (e talvez pensemos que estamos plenamente justificados por aquilo que já fizemos), se nos afastarmos um milímetro da doutrina das Escrituras, entristeceremos o Espírito. E o pior de tudo é que isso provavelmente afetará nossos ouvintes. Um pregador pode conhecer bem o evangelho e, apesar disso, ter aberrações em sua mensagem, como se estas fizessem parte do evangelho que ele prega. Em alguns aspectos, existe um toque de insanidade em algumas doutrinas proclamadas por ele. E mesmo que, de um modo geral, ele seja abençoado, os efeitos disso estarão presentes. O povo ficará desequilibrado em sua concepção da verdade do evangelho.
Lembro-me de algo que me contou um velho ministro que conheci na ilha de Arran. Ele tinha grande deleite em repetir citações de um pastor que o instruiu quando era jovem. O velho ministro costumava dizer: “Uma deformação no nascimento acompanhará um homem durante toda a sua vida”. É lógico que ele dizia isto com um significado espiritual, embora isso também seja verdadeiro no âmbito natural e físico. Uma deformação no nascimento não apenas pode estar presente em toda a vida de um homem, mas também em uma comunidade de crentes. Se no início, quando o evangelho é recebido com poder, existir algo que não está de acordo com a Palavra, esse algo é capaz de produzir uma deformação espiritual, como se o desvio fosse próprio daquela comunidade.
Outra maneira pela qual o comprometimento poderá afetar nossos ouvintes é esta: quando estivermos procurando cercar o pecador com princípios da lei de Deus, atraindo-o a Cristo, divagamos e deixamos portas abertas; e, antes de podermos levá-lo a pensar mais profundamente, ele escapa por uma dessas portas. Portanto, o que precisamos fazer, em termos doutrinários, é limitar as divagações, permitindo que o pecador medite na lei; e, se o Espírito do Senhor estiver com o pregador, o pecador será conduzido até encontrar-se face a face com o próprio Senhor Jesus Cristo.
Além disso, se comprometermos o evangelho, entristeceremos os crentes maduros de nossas congregações. Estes podem detectar o comprometimento e serem por ele magoados. Mas, acima de tudo, destruímos a intimidade de nosso relacionamento com o Mestre. É algo doloroso quando temos de pregar e estamos conscientes de que temos entristecido nosso Mestre. Pregamos e procuramos fazê-lo com fidelidade, mas por trás de tudo existe aquele sentimento de que Cristo ocultou-nos sua face. Quando Ele esconde o seu rosto de nós, perdemos nosso poder, nos sentimos fracos, desencorajados e sem ânimo.
Concluindo, precisamos enfatizar a necessidade de sermos fiéis.
Isto possui importância vital em nossos dias, por causa da força dos poderes que lutam contra nós. Precisamos vigiar atentamente nossos co-rações, pois é ali que começa o comprometimento. Embora sejamos pregadores do evangelho, ainda é verdade que nossos corações são enganosos acima de todas as coisas e desesperadamente corruptos. Devemos almejar a fidelidade, mais do que o sucesso. Pense em Noé: ele pregou e foi descrito no Novo Testamento como “pregador da justiça”, mas que sucesso ele obteve? Quanto às conversões, a não ser em sua própria casa, ele não obteve qualquer sucesso.
Recordo-me de que, sendo ainda um jovem estudante de teologia, inesperadamente fui convocado a ocupar o púlpito da igreja que, quando menino, costumava freqüentar. Era também a igreja onde o grande Dr. Kennedy realizara seu ministério. Senti-me desanimado só em pensar no assunto. Permaneci assim o dia todo e, após o culto da noite, senti-me grandemente perturbado, deprimido, abatido. Um oficial da igreja, um homem de valor chamado Alexander MacLean, estava me esperando no gabinete pastoral. Ele era uma pessoa de grande estatura e gostava muito dos jovens. Quando entrei, ele simplesmente colocou seus enormes braços ao meu redor e disse: “Não se preocupe, meu jovem. Como dizia o Sr. Finlayson, de Helmsdale (o Sr. Finlayson é um dos destacados ministros do norte, e foi sob o ministério dele que Alexander MacLean obteve a bênção), não está escrito ‘muito bem, servo bom e bem-sucedido’, e sim ‘muito bem, servo bom e fiel’”. No último dia, o que realmente será levado em conta não é o nosso sucesso, e sim a nossa fidelidade.
Nós, que vivemos nesta época tão tenebrosa e conhecemos tão pouco sucesso, se formos verdadeiros e fiéis, ao final de tudo chegaremos perante o Senhor e dEle receberemos um elogio em nossa frágil maneira de ser fiéis, no lugar onde Ele nos colocou. Oh! Quão necessária é a oração suplicando que isso aconteça! Temos grandes razões para confessar que, depois de haver buscado fazer a vontade do Senhor, ainda somos servos inúteis!
Como beber o vinho de Deus?
Mas não somente alegria. No versículo 20, encontramos a gratidão: "Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo". Gratidão perpétua, gratidão por tudo resulta de ser cheio do Espírito - e essa gratidão tem como alvo o vencer a murmuração, o descontentamento, a autocompaixão, a amargura, o queixume, a carranca, a depressão, a inquietação, o desânimo, a melancolia e o pessimismo!
Mas os efeitos não são apenas alegria musical e gratidão por tudo; há também a submissão de amor às necessidades uns dos outros - "sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo". Alegria, gratidão e amor humilde - essas são algumas das marcas de ser cheio do Espírito.
Poderíamos acrescentar um quarto efeito: ousadia no testemunho cristão. Podemos ver isto com mais clareza em Atos 4:31: "Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus". Nenhum crente deixará de ser ousado e zeloso no testemunho, se o Espírito Santo estiver produzindo nele alegria transbordante, gratidão perpétua e amor humilde. Oh! Como precisamos ser cheios do Espírito! Procuremos esse enchimento! Busquemo-lo!
No entanto, há uma pergunta crucial: como podemos buscá-lo? Comecemos com a analogia mais próxima: "Não vos embriagueis com vinho... mas enchei-vos do Espírito" (v. 18). Como você se embriaga com o vinho? Você o bebe... em grande quantidade. Então, como ficaremos embriagados (cheios) com o Espírito? Bebamos dEle! Bebamos em profusão. Paulo disse: "A todos nós foi dado beber de um só Espírito" (1 Coríntios 12:13). Jesus disse: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito" (João 7:37-39).
Como podemos beber do Espírito Santo? Paulo disse: "Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, [cogitam] das coisas do Espírito" (Romanos 8:5). Bebemos do Espírito cogitando das coisas do Espírito. O que significa "cogitar" das coisas do Espírito"? Colossenses 3:1-2 afirmam: "Buscai as coisas lá do alto... Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra". "Pensar" significa "procurar, dirigir a atenção para, preocupar-se com". Significa "ser dedicado a" e "absorvido com". Portanto, beber do Espírito significa buscar as coisas do Espírito, dirigir a atenção às coisas do Espírito, dedicar-se às coisas do Espírito.
Quais são "as coisas do Espírito"? Quando Paulo disse: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus" (1 Coríntios 2:14), estava se referindo aos seus próprios ensinos inspirados pelo Espírito (1 Coríntios 2:13) - especialmente seus ensinos a respeito dos pensamentos, planos e caminhos de Deus (1 Coríntios 2:8-10). Então, "as coisas do Espírito" são os ensinos dos apóstolos a respeito de Deus. Jesus também disse: "As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (João 6:63). Logo, os ensinos de Jesus também são "as coisas do Espírito".
Portanto, beber do Espírito significa cogitar das coisas do Espírito. E cogitar das coisas do Espírito significa dirigir nossa atenção aos ensinos dos apóstolos a respeito de Deus e às palavras de Jesus. Se fizermos isso por bastante tempo, ficaremos embriagados com o Espírito. De fato, ficaremos viciados no Espírito. Em vez de dependência química, desenvolveremos uma maravilhosa dependência do Espírito Santo.
Mais uma coisa: o Espírito Santo não é como o vinho, porque Ele é uma pessoa e livre para ir e vir aonde quer que deseje (João 3:8). Por isso, temos de acrescentar Lucas 11:13. Jesus disse aos seus discípulos: "Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" Se queremos ser cheios do Espírito, temos de pedir isso ao nosso Pai celestial. E foi isso que Paulo fez pelos crentes de Éfeso. Ele pediu ao Pai celestial que aqueles crentes fossem "tomados [cheios] de toda a plenitude de Deus" (Efésios 3.19). Beba do Espírito e ore. Beba do Espírito e ore. Beba do Espírito e ore.